Policiais legislativos presos rastrearam escutas para Gleisi e Lobão Filho

Quatro integrantes da Polícia Legislativa foram presos por embaraçar investigações da Lava Jato

Luiza Pollo

21 de outubro de 2016 | 10h45

Fábio Fabrini e Naira Trindade

Os policiais legislativos presos nesta sexta-feira, 21, fizeram varreduras com o objetivo de retirar escutas telefônicas de imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores e um ex-congressista investigados na Operação Lava Jato, entre eles Edison Lobão Filho (PMDB-MA) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). A informação, que deu origem à Operação Métis, partiu de um policial que fez acordo de delação premiada.
O agente afirmou a investigadores que, em quatro ocasiões, equipamentos do Senado foram usados para rastrear escutas em imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores e um ex-parlamentar investigados Lava Jato. As investigações correm em sigilo.
O objetivo, segundo as declarações do colaborador, era fazer a chamada contrainteligência: localizar e destruir eventuais sistemas de escuta telefônica e ambiental. Em pelo menos duas ocasiões, as ações foram em São Luís (MA), terra de Lobão Filho, e Curitiba (PR), local de origem de Gleisi.