Policiais legislativos do Senado começam a ser soltos pela PF

Coluna do Estadão

21 Outubro 2016 | 18h27

A Polícia Federal começou a liberar os policiais legislativos do Senado detidos na manhã desta sexta-feira 21, sob acusação de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Os servidores Geraldo Cesar de Deus Oliveira e Everton Taborda prestaram depoimentos e já foram liberados pela Polícia Federal. Antonio Tavares deve ser o próximo a ser solto. Já o diretor da Polícia Federal, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, deve permanecer detido na Superintendência da PF.

Os quatro policiais são suspeitos de fazer varreduras com o objetivo de retirar escutas telefônicas de imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores e um ex-congressista investigados na Operação Lava Jato, entre eles Edison Lobão (PMDB-MA) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). Geraldo foi solto há pouco após prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Um policial legislativo delatou ao Ministério Público Federal que, em quatro ocasiões, equipamentos do Senado foram usados para rastrear escutas em imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores e um ex-parlamentar investigados Lava Jato. As investigações correm em sigilo.

O objetivo, segundo as declarações do colaborador, era fazer a chamada contrainteligência: localizar e destruir eventuais sistemas de escuta telefônica e ambiental. Em pelo menos duas ocasiões, as ações foram em São Luís (MA), terra de Lobão, e Curitiba (PR), local de origem de Gleisi. (Naira Trindade e Fábio Fabrini)