PMDB dá troco no PSDB ao não ajudar Aécio

PMDB dá troco no PSDB ao não ajudar Aécio

Coluna do Estadão

04 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

 

O voto do PMDB no Senado pelo adiamento da decisão que poderia devolver o mandato de Aécio Neves foi o troco dado pelo partido aos tucanos que votaram na Câmara pela abertura de denúncia contra o presidente Michel Temer. Foi chumbo trocado. Os peemedebistas vingaram seu presidente atingindo o presidente do PSDB. Na primeira denúncia contra Temer, os tucanos deram 21 votos pela abertura de processo contra Temer. O recado foi dado: a forma como o PSDB vai agir na segunda denúncia ditará a resposta do PMDB no Senado.

Tá anotado. O PMDB está irritado com os movimentos do líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), que ontem mandou oito emissários diferentes para convencer Bonifácio Andrada (PSDB-MG) a desistir de relatar denúncia contra Temer na CCJ.

Sob ataque. Na primeira denúncia, Bonifácio votou pelo arquivamento e não há dúvidas de que manterá essa posição, contrariando o grupo de Tripoli. O relator tem recebido ligações de apoio do Planalto.

Conta outra. Antonio Anastasia (PSDB-MG) tentou convencer os colegas de que defendia a institucionalidade e não seu padrinho político ao pedir para que derrubassem as medidas contra Aécio Neves.

SINAIS PARTICULARES – ANTÔNIO ANASTASIA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

Tchau, partidos. O Supremo decide hoje sobre a possibilidade de candidatura avulsa na eleição de 2018. A Procuradoria da República se manifestou a favor.

Não colou. Depois de cinco horas de depoimento, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho não convenceu o comando da CPMI da JBS. Deixou a impressão de que não contou o que sabe sobre as operações do banco com a JBS.

Versões. Houve constrangimento quando Coutinho disse que os recursos para o porto de Mariel, em Cuba, foram repassados ao governo local. Foi exibido vídeo com Dilma Rousseff dizendo que o dinheiro era para as empreiteiras.

Vai pra rua. O publicitário Paulo Gusmão, criador do Pixuleco (boneco com Lula vestido de presidiário), vai se filiar ao PSL, atraído pela corrente Livres.

Guenta aí. O TRF 1 adiou decisão sobre soltar ou não o suposto aliado do ex-ministro Geddel Vieira Lima, o advogado Gustavo Ferraz. Depois de um voto a favor e outro contra houve um pedido de vista. O voto pela soltura estabelece outras restrições.

Vamos ver. Ex-secretário de Rodrigo Janot, o procurador Vladimir Aras quer integrar a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo. Antes de liberá-lo, a procuradora-geral Raquel Dodge quer saber qual unidade do MPF vai arcar com os deslocamentos. Ele fica em Brasília.

CLICK. Depois de participar de audiência sobre mineração, o governador de Minas, Fernando Pimentel, almoçou com a bancada do Estado na Câmara dos Deputados.

Foto: Alex Teixeira/vice-presidência da Câmara

 

SMS. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, reclamou com a direção da Caixa porque o banco passou a enviar SMS com extrato do FGTS para 5 milhões de trabalhadores em vez de mandar carta. O cadastro foi atualizado na ocasião do saque das contas inativas.

Pindaíba. A medida diminuiu a receita dos Correios com o serviço. A estatal está há cinco anos no prejuízo. O banco, porém, quer aumentar ainda mais o envio das mensagens pelo celular.

PRONTO, FALEI!

“Estou aqui em defesa da instituição, porque não sou covarde. Temos de ter coragem de enfrentar o que é arbitrário”, DO LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, ROMERO JUCÁ (PMDB-RR) sobre a votação do caso Aécio Neves.

 

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
@colunadoestadao
Facebook:
facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
@colunadoestadão

Tudo o que sabemos sobre:

PSDBPMDBAécio Neves

Tendências: