Plenário da Câmara deve seguir placar da CCJ no caso Temer

Plenário da Câmara deve seguir placar da CCJ no caso Temer

Coluna do Estadão

06 de julho de 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

O governo vai intensificar as articulações para impedir que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara autorize abertura de processo contra o presidente Michel Temer pelo Supremo. Ministros próximos a Temer avaliam que, se ele sair derrotado na CCJ, a pressão para que o placar se repita no plenário da Casa vai aumentar. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) é mais enfático. “A CCJ é uma referência para os deputados. O que for decidido lá se repetirá no plenário”, disse à ‘Coluna’. O histórico mostra que seu raciocínio está correto.

Batendo cabeça. A avaliação política contraria a do mercado financeiro, para quem, se Temer perder na CCJ, ainda pode ganhar no plenário da Câmara.

Deixa ele. Um interlocutor frequente de Temer diz que seria uma “burrice o Palácio” tentar convencer Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) a dar parecer rejeitando a denúncia contra o presidente.

Deixa conosco. Ciente de que Zveiter é uma incógnita, o jeito é trabalhar para derrubar a denúncia no voto, sem alimentar expectativas sobre o parecer dele.

Estratégia. Interlocutores de Rodrigo Maia identificaram, contudo, que o governo tenta emparedar Zveiter ao insinuar que, por ser aliado do demista, vai votar a favor da denúncia. Se Temer cai, Maia assume.

SINAIS PARTICULARES – SÉRGIO ZVEITER
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALLES

Resta um. Dos sete tucanos integrantes da CCJ, apenas Paulo Abi Ackel (MG) vota com Temer.

Também te amo. De olho no Judiciário, os senadores querem limitar os poderes dos integrantes do STF e aprovaram ontem na CCJ projeto que estipula um mandato de dez anos para os ministros.

Muda mais. O Planalto recua até de slogan de programa de governo. Depois de críticas de ministros, o lema do Avançar (uma espécie de PAC de Temer) mudou de “Você avança quando o Brasil avança” para “Todos avançam quando o Brasil avança”.

A eleita. Marília Arraes (PT), neta do ex-governador Miguel Arraes, se encontrou com o ex-presidente Lula e recebeu dele apoio para disputar o governo de Pernambuco.

Alerta. Em audiência na Câmara, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, afirmou ontem que considera a questão das drogas como “uma das maiores ameaças à nossa soberania”.

Encorpou. O general constatou que o tráfico de drogas “que não era solidamente estruturado no Brasil passou a sê-lo”.

Vem comigo. Sentado na primeira fila da comissão, Jair Bolsonaro avisou ao general Villas Boas que quer vê-lo como seu ministro da Defesa em 2019.

CLICK. O deputado Celso Jacob (PMDB-RJ) presidiu ontem a Comissão de Educação da Câmara. Depois do trabalho, ele volta para a Papuda onde está preso.

FOTO COLUNA DO ESTADÃO

Eu fico. Depois das críticas por ter acompanhado Temer na Rússia, deixando o governo sem articulação política, o ministro Antonio Imbassahy avisa que não vai ao G-20.

Sem sustos. Em tom de brincadeira diz que, se viajasse de novo, Tasso Jereissati o expulsaria do PSDB. Na sua ausência, o governo sofreu derrota na reforma trabalhista na CAE.

PRONTO, FALEI!

“Parafraseando o que Dimas disse para Cristo: lembra de mim quando a temperatura aumentar muito”, do deputado Esperidião Amin (PP-SC) para Sérgio Zveiter, relator da denúncia contra Temer

 

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