Planalto vê provocação em pedido de Moraes

Planalto vê provocação em pedido de Moraes

Coluna do Estadão

14 de junho de 2020 | 05h00

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes no julgamento do TSE de ações que pedem a cassação da chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão foi lido como “provocação” no Planalto. As duas ações tratam de ataques cibernéticos a um grupo de Facebook, o “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, e são vistas como de baixo grau de periculosidade para o governo, que sonhava tirá-las logo da frente e avaliava estar em boas condições para tal. Mas não rolou… Para palacianos, Moraes decidiu prolongar mais essa angústia de Jair Bolsonaro.

Na chuva. Sobre as investigações relativas às fake news, também conduzidas por Moraes, aos poucos a linha de defesa do presidente vai ganhando músculos.

Alerta… Além do questionamento à definição do que é notícia falsa, no Planalto agora se repete a letra da música cantada por Karina Kufa no Estadão: o presidente não pode se responsabilizar por seus eleitores.

…ligado. Palacianos mais empolgados vão além: nem se a investigação chegar perto dos filhos dele, em especial, de Carlos Bolsonaro. Por outro lado, o fato de começarem a mencionar o 02 é uma forma de se vacinar do que pode vir por aí.

Frankenstein. Além de Kufa, o time que monta a linha de defesa dos Bolsonaros conta com vários mentores, entre eles o ministro André Mendonça (Justiça).

Assim… O PSOL reclama: Og Fernandes (TSE) defendeu a rejeição de ações contra a chapa Bolsonaro-Mourão por entender que as investigações não foram conclusivas.

…não. Se o ministro entende como essencial a “prova da autoria”, deveria ter deferido a perícia, pela PF, do hackeamento a grupo de Facebook que teria favorecido a chapa. O PSOL pediu quatro vezes a medida no processo.

Parabéns a você. Rodrigo Maia (DEM-RJ) passou para comer um bolinho no comitê de imprensa da Câmara semana passada. O vídeo da inusitada visita foi parar nas redes sociais. Rapidamente começou a chover comentários: querem mandar um lindo bolo para Maia escrito “impeachment” na cobertura.

SINAIS PARTICULARES.
Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados

Ilustração: Kleber Sales

Ainda pulsa. O Centrão não desistiu da presidência do Banco do Nordeste. Bolsonaro pediu tempo para apagar o desgaste da nomeação de Alexandre Cabral, que caiu em 24 horas. Para acalmar a fúria dos presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PP, senador Ciro Nogueira, o Planalto também teria prometido quatro diretorias ao grupo.

Ficha. Um dos nomes que a Abin analisa para saber se passa é Jefferson Cavalcante Albuquerque, que já foi diretor do banco. Poderá ser nomeado para diretoria de Controle e Risco.

CLICK. Mais um momento “fofura” em homenagem ao Dia dos Namorados na política: a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e o deputado João Campos (PSB-PE).

Reprodução/Instagram

Tese. O Laboratório de Política, Comportamento e Mídia (PUC-SP) deu a largada ao projeto Bolsonarismo: o Novo Fascismo Brasileiro, investigação multidisciplinar e colaborativa que envolve pesquisadores de diversas instituições de ensino superior do Brasil.

Tese 2. Segundo seu coordenador, Eduardo Wolf, o projeto unirá esforços para compreender a crise da democracia, a ascensão de populismos de extrema direita, a degradação das instituições e a ameaça representada pelo bolsonarismo.

BOMBOU NAS REDES! 

O empresário e apresentador de TV Luciano Huck Foto: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Luciano Huck, apresentador de TV: “O 5G não é comunista nem capitalista. Politizar  esse debate não ajuda. A inclusão digital é uma importante aliada no combate à desigualdade.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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