Planalto vê ‘jogada’ de representante de Guaidó na invasão da embaixada da Venezuela

Planalto vê ‘jogada’ de representante de Guaidó na invasão da embaixada da Venezuela

Coluna do Estadão

14 de novembro de 2019 | 05h00

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Diferentemente do que foi aventado, a invasão da embaixada da Venezuela no Brasil por apoiadores de Juan Guaidó deixou Jair Bolsonaro extremamente contrariado desde as primeiras horas do dia, segundo quem esteve com o presidente ontem. A leitura do Planalto: a ação foi uma jogada da “embaixadora” da Venezuela de Guaidó no Brasil, Maria Teresa Belandria, em busca de visibilidade mundial para a causa antichavista no primeiro dia da Cúpula do Brics, em Brasília. Apesar disso, a avaliação no Palácio é de que a situação foi bem conduzida.

Grande dia. Logo cedo o governo brasileiro se viu numa saia justa internacional: seus convidados de honra, China e Rússia, são apoiadores de Nicolás Maduro na Venezuela.

Sinal trocado. Na contramão, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, defendeu a invasão na embaixada.

Com a palavra. Belandria disse à Coluna que restringe seus comentários ao comunicado que soltou à imprensa, em que agradece ao governo brasileiro e à polícia militar pela ajuda.

Demorou. Membros do Itamaraty avaliam como um erro do governo ter deixado a relação diplomática com a Venezuela no limbo: quando Bolsonaro reconheceu Guaidó como presidente, deveria ter dado um limite para os diplomatas de Maduro deixarem o País.

Não! “É vergonhoso para o Brasil, não importa se foi a embaixada da Venezuela, Cuba ou Arábia Saudita. E pior é o filho (Eduardo Bolsonaro) do presidente apoiar a invasão”, diz Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

CLICK. Valdir Simão (à esq.) e Walfrido Warde lançam, dia 25/11, em SP, o livro Leniência: Elementos do Direito da Conformidade, em evento sobre a Lava Jato.

Coluna do Estadão

Bem posicionado. Paulo Skaf foi o único representante brasileiro que não ocupa cargo público a ter assento no concorrido almoço oferecido pelo Brasil ao presidente da China, Xi Jinping, no Itamaraty. À frente da Fiesp, Skaf tem ajudado o governo na aproximação com o chineses.

Observatório. Perpétua Almeida (PCdoB-AC) quer criar comissão externa para analisar a crise na Bolívia.

Calma. Eduardo Bolsonaro se empolgou tanto com a criação do seu novo partido, Aliança pelo Brasil, que consultou quem estava envolvido na criação da sigla para saber o que poderia contar em primeira mão. Ouviu, porém, conselhos para esperar o pai anunciar.

SINAIS PARTICULARES.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)

Kleber Sales

Montagem… O Partido Novo aprovou nomes para as eleições de 2020. São José dos Campos (SP): Agliberto Chagas; Recife: com Charbel; Natal: Fernando Pinto; Joinville (SC): Adriano Silva; Fortaleza: Geraldo Junior; Curitiba: João Guilherme Oliveira de Moraes.

…do time. Fred Luz, no Rio de Janeiro, já tinha sido escolhido. Todos ainda precisam ser confirmados em convenção municipal. No total, 68 cidades participaram do processo, com 468 inscritos. As definições das outras cidades devem ser anunciadas até dezembro.

Momento… A Associação Brasileira de Relações Governamentais (Abrig) abriu seu processo eleitoral em meio a uma debandada de associados de peso.

…ruim. O atual presidente, Guilherme Cunha Costa, pretendia alterar o regimento, segundo apurou a Coluna, para se reeleger pela segunda vez. Desistiu, sob desgaste de sua gestão.

Uma. A Abrig negou que Cunha Costa tenha tentado alterar as regras para se reeleger. A eleição, em dezembro, terá chapa única.

PRONTO, FALEI!

Paulinho da Força (SP) | Estadão

Paulo Pereira da Silva, deputado federal (SD-SP): “Sob a desculpa de criar empregos, governo fez uma verdadeira reforma trabalhista. Medida provisória não é o caminho”, sobre a MP do Trabalho Verde Amarelo.

COM JULIANA BRAGA, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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