Planalto estimula PMDB a punir traições a Temer

Planalto estimula PMDB a punir traições a Temer

Luiza Pollo

20 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

O Planalto e a cúpula do PMDB criaram uma força-tarefa para pressionar os deputados do partido que ameaçam votar a favor da abertura de processo contra Michel Temer. O objetivo é reduzir as defecções e aumentar o número de votos para mostrar força política. Na primeira denúncia, sete peemedebistas apoiaram a investigação e três faltaram. Agora, estão sendo avisados de que o partido não vai mais perdoar dissidentes. “Quem votar a favor da denúncia tem que ser expulso”, diz o deputado Carlos Marun (MS), da tropa de choque de Temer.

A lei é pra todos. A pressão do Planalto também será feita sobre deputados de partidos aliados, principalmente siglas que ocupam ministérios. Quem votar contra Temer será tratado como inimigo.

Perdoa? O deputado Aluisio Mendes (Pode-MA) pediu diretamente ao presidente Temer a volta da diretoria de administração da Funasa, cargo que o partido perdeu após votar contra ele na primeira denúncia. Procurado, Aluisio não retornou às ligações.

Saliva. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, esteve duas vezes com a procuradora-geral Raquel Dodge desde que ela recomendou ao governo que revogue a portaria sobre o trabalho escravo.

Prepara o café. A última foi ontem quando ele apareceu na PGR sem prévio agendamento. No caminhou ele avisou que estava chegando para a visitinha.

Chama a Gisele. Sobre o episódio do trabalho escravo, interlocutores do Planalto lembram que o presidente resistiu bastante, mas acabou cedendo à pressão e revogando o decreto da exploração da Renca.

No mesmo barco. Aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) fizeram chegar ao PT o recado de que, se insistirem com processo contra ele no conselho de ética, o troco será dado com representações contra Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias(RJ).

Fácil. A justificativa para o acordão foi elaborada por um freguês do conselho de ética: os senadores podem ter o mandato cassado por quebra de decoro com base em inquéritos não concluídos e pelos quais podem ser absolvidos.

Virou moda. Os cabeças-pretas do PMDB ameaçam apresentar pedido de renúncia do presidente do partido, Romero Jucá (RR), e votar contra Temer na segunda denúncia.

Dívida antiga. O grupo alega que o partido deve aos diretórios regionais recursos referentes às campanhas municipais de 2016. Temer já foi avisado da crise na bancada.

CLICK. Em meio à polêmica do “alimento granulado” de João Doria para população de rua, o governo Alckmin anuncia “refeição balanceada e de qualidade a R$ 1”.

FOTO: Facebook- Governo de São Paulo

 

Deadline. Na próxima terça, termina o prazo dado pelo PSDB para que Aécio Neves decida se vai renunciar ao comando da sigla.

Calma aí. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, reivindica aumento de funcionários e juízes auxiliares no seu gabinete. Só 35% dos inquéritos da operação estão com ele.

Não desiste. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, insistirá na expulsão dos quatro deputados que votaram a favor da reforma trabalhista.

SINAIS PARTICULARES. Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB. Ilustração: Kleber Sales.

PRONTO, FALEI!

“O Tasso perdeu as condições de presidir o partido. O PSDB precisa de bombeiros, não de incendiários”, DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre  o senador Tasso Jereissati ter defendido a saída de Aécio Neves.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

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