PGR reforça acusação contra Temer para STF

PGR reforça acusação contra Temer para STF

Coluna do Estadão

04 Dezembro 2018 | 05h30

A investigação envolvendo o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco concluiu que teriam recebido juntos R$ 2,5 milhões da Odebrecht em 2014, mas não identificou como usaram o dinheiro. Nesse sentido, a PGR informou ao Supremo não haver provas de que “além do crime de corrupção eles também praticaram crime eleitoral”. “Os valores podem ter sido destinados a cobrir despesas de campanha… ou guardados pelos investigados em suas residências, ou usados para comprar bens. As possibilidades são infinitas.”

Tanto faz… A conclusão da procuradora-geral, Raquel Dodge, está no recurso apresentado pela PGR ao Supremo para manter a investigação contra Moreira e Padilha na Justiça Federal. Ela observa que “a destinação dos recursos é irrelevante para consumação do crime de corrupção”.

Com a palavra. Brian Alves Prado, advogado do presidente Temer, diz que se manifesta nos autos. Daniel Gerber, defensor de Padilha, classificou a acusação de “especulativa”. Já o advogado de Moreira, Antônio Pitombo, considera ser “prova do uso político e persecução” contra seu cliente.

Em campanha. Candidato à presidência do Senado, Renan Calheiros (AL) tem procurado aumentar a bancada do MDB. Os colegas do Podemos Rose de Freitas (ES) e Elmano Férrer (PI) ouviram dele convites para se filiar ao partido.

Só para garantir. O MDB elegeu 19 senadores em 2014 e 12 na eleição deste ano. Continua sendo a maior bancada, o que tradicionalmente garante ao partido a presidência da Casa.

Chegou tarde. Tasso Jereissati (PSDB-CE) não terá os votos de todos os seus colegas de partido na disputa pela presidência do Senado. Tucanos graúdos fecharam com Renan.

Amigos, amigos…. Aliado de Jair Bolsonaro, o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP) diz que “não será fantoche e nem boneco do governo”.

…votos à parte. Frota diverge, por exemplo, do posicionamento de Bolsonaro em relação a LGBTs. E garante que, se necessário, vai votar contra o governo.

SINAIS PARTICULARES. Jair Bolsonaro, presidente da República eleito; por Kleber Sales

Fim de linha. Trens de cinco linhas da CPTM em São Paulo, incluindo a que serve o aeroporto de Cumbica, estão sem contrato de limpeza há mais de um mês e o serviço está sendo feito de forma precária.

Em breve. A empresa pública diz que fez licitação e vai assinar o contrato nos próximos dias. “Enquanto isso, a limpeza segue sendo feita nas estações terminais”, afirma a CPTM.

Refletindo. Henrique Meirelles decide esta semana se aceita a Secretaria de Fazenda de João Doria.

CLICK. Mulher do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, Rosangela iniciou projeto para ajudar concurseiros que passaram nas provas, mas não foram convocados.

Sob risco. A visita ao Brasil do presidente da França, Emmanuel Macron, no dia 14, está ameaçada. Ele foi convidado para o lançamento ao mar do submarino Riachuelo, de tecnologia francesa. Os protestos na França e a posição de Bolsonaro no acordo ambiental de Paris podem estragar a festa.

Sem unanimidade. A prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, divide opiniões no Supremo. Há ministros que discordaram de ter sido feita a um mês do fim do mandato.

PRONTO, FALEI!

FOTO: DIDA SAMPAIO/ ESTADAO

“Tem gente na Lava Jato que pensa que a operação é o umbigo do mundo”, DO MINISTRO DA SECRETARIA DE GOVERNO, CARLO MARUN, rebatendo a declaração do procurador Deltan Dallagnol de que o indulto ameaça a Lava Jato.

COM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU ROBERTO GODOY

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao