PF prende policiais legislativos por “embaraçar” Lava Jato

Além de mandados de prisão temporária, houve busca e apreensão no Senado

Luiza Pollo

21 de outubro de 2016 | 09h40

Fábio Fabrini e Naira Trindade

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 21, quatro policiais legislativos do Senado, suspeitos de atuar para atrapalhar a Operação Lava Jato. A operação, batizada de Métis, levantou provas de que o grupo, supostamente liderado pelo diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, visava criar embaraços a investigações sobre senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência.
“Em um dos eventos, o diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de senador”, sustenta a PF.
Estão sendo cumpridos nove mandados judiciais, todos em Brasília, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado. Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal do Distrito Federal, a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Os investigados, segundo a PF, responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço a investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem chegar a 14 anos e seis meses de prisão, além de multa.
A Justiça Federal determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos.