PF prende ex-servidores do Planejamento, dos Correios e secretário de Haddad

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Fabio Serapião, Fábio Fabrini e Andreza Matais

23 de junho de 2016 | 10h13

Em cumprimento aos mandados de prisão expedidos na fase Custo Brasil, primeira operação da força tarefa da Lava Jato em São Paulo, a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-chefe da Assessoria Especial para Modernização da gestão do Ministério do Planejamento, Valter Correia da Silva, e o ex-vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios, Nelson Luiz Oliveira Freitas. Também foi preso preventivamente o empresário Dércio Guedes de Souza, dono da JD2, que já havia sido alvo da fase Pixuleco 2.

Valter Correia da Silva é atualmente secretário do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Na Pixuleco II, a PF descobriu que Correia da Silva era um dos destinatários da propina oriunda da Consist no âmbito do Ministério do Planejamento para renovar o termo de parceria entre a ABBC/Sinapp/Consist. Preso na mesma fase, o vereador do PT de Americana, Alexandre Romano, assinou acordo de delação e contou aos investigadores que 1/3 da propina ficava com o ex-ministro Paulo Bernardo Segundo o delator, em 2009 ele foi convidado pelo então tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, para participar das tratativas da operação envolvendo a entidades Sinapp e ABBC.

Por sua vez, Nelson Luiz de Oliveira Freitas já estava na mira dos investigadores por suposto recebimento de propina em contrato da Postal Saúde, responsável por gerenciar o plano de assistência médica dos funcionários da estatal. O empresário Dércio de Souza e sua empresa, a JD2, já havia sido alvo de busca e apreensão na Pixuleco por ter sido um dos destinatários da propina da Consist.

Ainda em sua delação, Romano afirmou que a entrada da JD2 no esquema se deu para viabilizar o pagamento da propina destinado ao ex-funcionário do Planejamento, Valter Correia da Silva. Romano, revela a delação, diz ainda ter ouvido de Dércio de Souza “que este valor recebido pela JD2 era dividido entre Valter Correia, Carlos Eduardo Gabas e Josemir (na época presidente da Engea).”
A defesa de Nelson Freitas diz que não teve acesso aos autos, mas adiantou que a prisão preventiva não se justifica.

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