Nova fase da Zelotes mira empresa de amigo de Guido Mantega

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Andreza Matais e Fábio Fabrini

09 Maio 2016 | 07h33

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã desta segunda-feira, 9, mais mais uma fase da Operação Zelotes que investiga esquema de compra de decisões no Carf, o conselho vinculado ao Ministério da Fazenda que julga recursos de multas de grandes contribuintes. O ex-ministro Guido Mantega foi alvo de mandado de condução coercitiva, quando é levado a prestar depoimento e, em seguida, liberado. Ele está a caminho da Superintendência da PF em São Paulo.

A nova etapa da Zelotes mira suposto esquema para favorecer o Grupo Empresarial Cimentos Penha, do empresário Victor Garcia Sandri, amigo de Mantega. O grupo é suspeito de subornar ex-conselheiro do Carf Valmar Fonseca de Menezes para anular seu débito.

O MPF sustenta que, para ajudar o empresário amigo, Mantega nomeou Valmar e também o então conselheiro José Ricardo da Silva – já condenado na Zelotes – para a câmara que analisou o caso do Cimentos Penha.  Com isso, o grupo teria conseguido abater débito de R$ 106 milhões em julgamento no Carf.

Mantega já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados. Também foram ordenadas as mesmas medidas em relação `q Coroado Administração de Bens, empresa do ex-ministro petista. A Coluna do Estadão apurou que o MPF solicitou o cumprimento de ao menos 15 mandados de busca e apreensão e 15 conduções coercitivas.  O número exato de medidas autorizadas, no entanto, não foi divulgado.

Em e-mails interceptados pela Zelotes, o empresário Victor Sandri menciona o nome de Mantega em conversas com o então conselheiro Valmar. As investigações teriam encontrado pagamento de R$ 15 milhões para empresa de auditoria e consultoria vinculadas a Valmar.