Pesquisa do Senado rejeita reajuste no Supremo

Pesquisa do Senado rejeita reajuste no Supremo

Coluna do Estadão

09 Agosto 2018 | 05h30

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

O Senado está consultando a opinião da sociedade sobre o projeto que prevê reajuste salarial para os ministros do Supremo. Até ontem, 12.078 se manifestaram pela rejeição da medida e 2.351, a favor. Para elevar os salários de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o Congresso precisa aprovar o projeto de lei encaminhado pela Corte. Ontem, os ministros já incluíram no orçamento recursos para suportar esse reajuste. A pesquisa do Senado, contudo, não deve influenciar o voto dos congressistas. Líderes admitem que ninguém quer ficar mal com os ministros.

Cabo de guerra. Entre ministros não há certeza de que o reajuste será aprovado. Um deles, que votou para ter o direito de receber R$ 5,5 mil a mais, diz achar que o Congresso deve impor condições, como acabar com auxílio-moradia e outros penduricalhos.

Precedente. Historicamente, o Congresso nunca derrubou um aumento para o Supremo. Porém, em 2014, houve um acordo para reduzir o reajuste de R$ 35,9 mil para R$ 33,7 mil.

Ajuda aí. Políticos preocupados com a prisão do ex-governador André Puccinelli (MDB-MS) tentaram falar ontem com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. A ministra Maria Thereza de Assis Moura (STJ) se negou a analisar o pedido de soltura e entregou para Moraes.

Ocupado. Puccinelli está preso desde o dia 20 de julho pela Operação Lama Asfáltica, da PF. Sem previsão de sair da prisão, ele desistiu de disputar a eleição ao governo de MS. Foi substituído pela senadora Simone Tebet (MDB).

Rei da gafe. Ao perceber que o microfone havia falhado, durante um evento do banco BTG Pactual, ontem, Geraldo Alckmin comparou o aparelho de som a gerentes de banco: “Quando você mais precisa, eles não funcionam”. Um dia antes, ele confundiu as apresentadoras Angélica e Eliana.

Quem é? De acordo com a ferramenta Google Trends, no dia 4 de agosto o interesse pelo nome Paulo Guedes, o economista de Jair Bolsonaro, foi quase o dobro do registrado para Geraldo Alckmin. Partiram do Sul, Sudeste e Norte.

Canetada. O programa de governo da candidata ao Planalto do PSTU, Vera Lúcia, propõe redução de jornada de trabalho das atuais 44 horas semanais para 36, sem perda de salário “para abrir espaço para novos trabalhadores”. Ela quer ainda estender auxílio-desemprego de 5 meses para 2 anos.

Tudo meu. A cereja do bolo é a estatização das 100 maiores empresas brasileiras. A presidenciável justifica que elas são responsáveis por 40% de tudo o que o País produz, mas só empregam 2% de toda a força de trabalho disponível.

CLICK. Um grupo de religiosos de São Paulo e Rio de Janeiro fez orações no Congresso e no Planalto ontem guiado pelo presidenciável Cabo Daciolo (Patriotas).

FOTO: NAIRA TRINDADE

Calculando. O PT prevê concluir até o fim de semana os termos da distribuição dos recursos do fundo eleitoral. A cúpula petista diz que está demorando porque vai apresentar um documento detalhado, ao contrário de outros partidos que entregaram redações genéricas sobre como vão lidar com o dinheiro.

Porta giratória. Se a tentativa de Márcio Lacerda (PSB) de manter sua candidatura ao governo de Minas não vingar, o MDB deve apoiar Fernando Pimentel.

PRONTO, FALEI! 

Walton Rodrigues, ministro do TCU

“A posição de juiz às vezes implica adoção de medidas que podem agradar ou desagradar a alguém”, DO MINISTRO DO TCU Walton Rodrigues, depois de ficar vencido ao propor a inabilitação do ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho pelas pedaladas fiscais.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E BRENO PIRES

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