Pelo MEC, Vitor Hugo quer privilegiar ‘gestão’

Pelo MEC, Vitor Hugo quer privilegiar ‘gestão’

Coluna do Estadão

09 de julho de 2020 | 05h00

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Apesar de ser “bolsonarista raiz”, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), cotado para assumir o Ministério da Educação, tem feito a aliados um diagnóstico da pasta capaz de desagradar aos radicais apoiadores do presidente: o problema no MEC, segundo ele, é de gestão. A interlocutores, o deputado relata preocupações, por exemplo, com os grandes exames nacionais, sem citar a tal “guerra ideológica”. Se for o escolhido, ele planeja assumir a Educação na miúda, sem pedir a demissão de “olavistas” ou “esquerdistas infiltrados”.

Aluno. Na véspera da reunião com o presidente, segundo interlocutores, o major ficou até de madrugada lendo sobre Base Nacional Comum Curricular e Plano Nacional de Educação.

Aluno 2. Lições do episódio: 1) o deputado é esforçado e quer assumir a “missão”; 2) ele não sabia exatamente o que eram os principais planos da educação até a véspera da reunião.

Fique esperto. O Planalto foi avisado por aliados: a confirmação de Vitor Hugo no MEC pode causar ciumeira no Senado.

Lotação. Já são cinco os ministros advindos da Câmara: Marcelo Álvaro Antônio, Onyx Lorenzoni, Tereza Cristina, Fábio Faria e Rogério Marinho.

Campanha. Interlocutores de Vitor Hugo dizem que ele tem procurado entidades de educação estaduais e municipais em busca de apoio. Recebeu sinais positivos. Ele também tem o apoio de seis partidos, incluindo a ala “aliancista” do PSL, e até mesmo do Centrão (que gostaria mesmo de indicar alguém para o cargo de líder do governo).

Com a… Depois da publicação, o PSL procurou a Coluna para informar que o partido não apoia Vitor Hugo ou qualquer outro nome para o ministério. O líder faz parte da ala “aliancista” dentro da legenda.

…palavra. “Como pode apoiar para ministro da Educação alguém que não tem o mínimo de disciplina? Ele está suspenso pelo Conselho de Ética do partido”, disse Júnior Bozzela, vice-presidente do PSL.

CLICK. Cantando o hino do Botafogo, Roberto Jefferson (à esq.) filiou ao PTB o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, que deixou a prisão provisória domingo passado.

Reprodução/Twitter

Crise… Com a enorme repercussão da carta de executivos preocupados com o desmatamento enviada a Hamilton Mourão, mais um grande CEO subscreveu o texto: Antônio Joaquim de Oliveira, da Duratex.

…verde. A carta também foi traduzida para inglês, francês e espanhol e enviado para veículos de comunicação internacionais.

Fogo no cabaré. A maneira como Jair Bolsonaro lidou com seu diagnóstico de covid-19 mostrou que a fase “santinho” tem validade. O presidente até agora usou a doença para mostrar que continua o mesmo.

SINAIS PARTICULARES.
Jair Bolsonaro, presidente da República

Ilustração: Kleber Sales

Seta… Está em curso um movimento que pode alterar os rumos da eleição em São Paulo. Aliados de Bruno Covas estão conversando com Marta Suplicy (Solidariedade) para que ela seja a vice na chapa do prefeito tucano à reeleição.

…para a esquerda. Marta seria um aceno de Covas à centro-esquerda, caso um candidato com apoio de Bolsonaro se viabilize em SP.

Cumpriu. A direção nacional do PT, incluindo o entorno de Gleisi Hoffmann, aprovou o desempenho de Fernando Haddad no Roda Viva (TV Cultura): defendeu bandeiras históricas, estocou Bolsonaro e até antigos desafetos do partido, como FHC, de quem o ex-prefeito é amigo na física.

Tech. Ronaldo Caiado participa hoje da Campus Party, em sua edição virtual. Ele é o único governador brasileiro a falar no “palco mundo”, que terá a participação de 31 países. Ele falará sobre suas expectativas para o fim da pandemia da covid-19 e lançará um programa de mobilidade social para os jovens por meio dos esportes, artes, música e outras áreas.

BOMBOU NAS REDES! 

Roberto Freire. FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania: “O TSE e o STF têm de pedir ao Facebook as provas que ligam Flávio, Carlos e servidores do Planalto a páginas que espalham fake news e ódio desde a eleição de 2018. Crime eleitoral e corrupção. O cerco se fecha. Quem paga? De duas, uma: cassação da chapa ou impeachment de Bolsonaro.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.

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