Pedido da PGR obriga PF a instaurar inquérito sobre mensagens de WhatsApp

Andreza Matais

19 de outubro de 2018 | 21h34

A Polícia Federal vai instaurar inquérito para investigar o disparo de mensagens pelo WhatsApp referentes aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Como o pedido partiu da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, a instauração do inquérito é obrigatória. Ou seja, não significa que a PF enxergue, nesse momento, indícios de crime. A PGR pede que seja apurada eventual utilização de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas.

Em outra frente, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, decidiu nesta sexta-feira, 19, abrir ação de investigação judicial pedida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para que sejam investigadas as acusações de que empresas compraram pacotes de disparos em larga escala de mensagens no WhatsApp contra a legenda e a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República.

A denúncia foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. A reportagem diz que “empresários” estão comprando pacotes de disparos em massa pelo WhatsApp. Apenas um empresário é mencionado no texto e não há, por ora, documentos ou relatos respaldando a denúncia.

Mussi concedeu prazo de cinco dias para que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro(PSL), seu vice, Hamilton Mourão, o empresário Luciano Hang, da Havan, e mais 10 sócios das empresas apontadas na ação do PT apresentem defesa no processo, se desejarem.

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