PEC do ‘Orçamento de Guerra’ aumenta influência de Bolsonaro ao retirar Mandetta da presidência de comitê

PEC do ‘Orçamento de Guerra’ aumenta influência de Bolsonaro ao retirar Mandetta da presidência de comitê

Mariana Haubert e Marianna Holanda

31 de março de 2020 | 18h20

O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento nesta terça-feira, 24 Foto: Presidência da República / Divulgação

Na esteira dos movimentos feitos para esvaziar o protagonismo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o governo articulou para tirar dele também o comando do Comitê de Gestão da Crise do coronavírus, que deverá ser presidido por Jair Bolsonaro. O órgão será criado pela proposta de emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra, que deverá ser votado até o fim desta semana pela Câmara.

Inicialmente, a proposta, distribuída aos líderes partidários na semana passada, estabelecia que a presidência do colegiado caberia ao ministro da Saúde. Nos últimos dias, Mandetta se viu tutelado pelo Planalto, principalmente em relação aos anúncios sobre a covid-19.

O texto mantém ainda vários trechos considerados polêmicos, como a flexibilidade de contratações, assegurando igualdade no processo de competição “sempre que possível”. A grande novidade, além da troca no comando do comitê, é a participação do Banco Central no grupo, como o Estado antecipou.

As coletivas de imprensa sobre a doença deixaram de acontecer na pasta e passaram a ser realizadas no Palácio do Planalto com a presença de Mandetta e outros ministros. Nos bastidores, Bolsonaro havia demonstrado irritação com o fato de o ministro não ter endossado suas ideias de retomada dos trabalhos e ter ganhado muita visibilidade e capital político desde o início da crise.

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