Paulo Hartung faz alerta ao centro para 2022: ‘Ninguém pode se escorar no muro da vaidade’

Paulo Hartung faz alerta ao centro para 2022: ‘Ninguém pode se escorar no muro da vaidade’

Alberto Bombig e Matheus Lara

03 de novembro de 2021 | 05h00

Uma das principais vozes de centro do País, Paulo Hartung diz que novembro será um mês importante para a construção de uma alternativa eleitoral de terceira via: este é o momento de as cartas serem colocadas na mesa. “A hora é agora para que todos os nomes que tenham pretensão de ser presidente se apresentem. É bom para o País que as alternativas apareçam e debatam. Todo mundo tem direito de ser pré-candidato, mas ninguém pode se escorar no muro da vaidade e do projeto pessoal.” Mas Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido considerado um “joker”, diz que a entrada de Sérgio Moro embaralha o jogo: “Ele tem voto, tem peso, mas tem dificuldades para unificar”.

Risco. Segundo Freire, a agenda lavajatista que Moro representa tem gerado problemas nas discussões eleitorais.

Save the date. Ex-governador do Espírito Santo e atualmente sem partido, Hartung avisa: em abril, precisará haver convergência no centro.

O ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung. Foto: Vitor Jubini/Estadão

À prova. Com a saída de José Luiz Datena para o PSD, o União Brasil perde outro presidenciável. Luciano Bivar, presidente do partido, diz que “todo processo político requer um pouco de provação”. “Candidaturas estão sujeitas às configurações partidárias, à avaliação do que pode ter mais sucesso no ideário de cada sigla.”

Em campo. João Doria fará incursão ao território inimigo nas prévias do PSDB: tem viagem prevista ao Ceará de Tasso Jereissati nesta semana.

CLICK. O ex-presidente Michel Temer aproveitou o feriado para indicar livros em suas redes. Na lista, “Torto Arado”, de Itamar Vieira Jr., e “Agosto”, de Rubem Fonseca.

Cutucada. No lançamento de sua pré-candidatura à Presidência pelo partido Novo hoje, 3, Luiz Felipe d’Avila reforçará a importância da responsabilidade fiscal para manter e melhorar programas sociais.

Currículo. Em seus 13 anos à frente do CLP, d’Avila se especializou em contas públicas e em práticas de gestão pública de Estados e municípios.

SINAIS PARTICULARES. Luiz Felipe d’Avila, presidenciável do Novo. Ilustração: Kleber Sales/Estadão

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E MATHEUS LARA

PRONTO, FALEI!

Paulo Roberto de Almeida, embaixador

“A partir de 2023, vamos ter de explicar ao mundo que 2018 nos levou aos piores tempos dos invasores bárbaros, e estamos tentando nos recuperar. Vai ser duro.”

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