Paulo Guedes já levanta dados sobre estatais

Paulo Guedes já levanta dados sobre estatais

Coluna do Estadão

27 de outubro de 2018 | 05h30

Economista Paulo Guedes. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A equipe do economista Paulo Guedes, que será ministro da Fazenda caso Jair Bolsonaro vença a eleição, tem mantido contatos com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest). Bolsonaro promete extinguir a maioria das estatais dando continuidade a um processo que começou no governo Temer. Nos últimos dois anos, 17 foram fechadas. Restam 138. A Sest já vai deixar prontos estudos para venda ou privatização de tantas outras e um plano de médio prazo para que algumas deixem de ser dependentes da União.

Na fila. A Sest vai propor ao próximo governo, por exemplo, tornar a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) não dependente do orçamento da União. Com o Exército, elaborou um plano para que a estatal adquira capacidade de pagar pessoal e custeio com recursos próprios.

Há vagas. O novo presidente poderá trocar pelo menos 414 dirigentes de estatais. A conta considera que essas empresas têm no mínimo três diretores, incluindo o presidente. Não há mandato fixo, mas prazo de gestão. Os dirigentes podem ficar dois anos e serem reconduzidos três vezes.

Volta tudo. Na contramão de Bolsonaro, o presidenciável do PT Fernando Haddad defende, se eleito, suspender a política de privatização de estatais.

Vem aí. Em entrevista à Rede Arapuan de Rádio, da Paraíba, Bolsonaro anunciou ontem que, caso eleito, vai criar uma secretaria específica para tratar dos direitos dos animais. “Os animais merecem respeito”, justificou.

Ah, tá. O candidato do PSL também explicou sua promessa de que vai “varrer do mapa esses bandidos vermelhos”. “Vamos diminuir o peso do PT no voto. Não é matar ninguém, não. Quem quer dar essa interpretação mostra falta de caráter”, disse.

Água mole… Eduardo Paes (DEM) vai insistir na associação entre o candidato Wilson Witzel (PSC) e advogados do traficante Wellington Nem. Segundo aliados de Paes, esse foi o argumento que teria fragilizado mais o adversário ao governo do Rio de Janeiro.

SINAIS PARTICULARES. Eduardo Paes e Wilson Witzel, candidatos do DEM e do PSC ao governo do Rio de Janeiro; por Kleber Sales.

Fechado… Geraldo Alckmin não procurou mais os líderes do Centrão depois que perdeu a eleição. Presidentes das legendas que o apoiaram avaliam que o tucano voltou a ser um político de São Paulo.

…para balanço. O grupo não menospreza, porém, o poder de Alckmin. “Na política, o fundo do poço tem mola”, diz um líder.

Pitaco. Marqueteiro da campanha de Rui Costa, na Bahia, Sidônio Palmeira deu conselhos para a produção do programa final de TV de Fernando Haddad.

CLICK. Fuzileiros navais do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas escoltaram as urnas levadas às seções nas escolas de Parintins (AM) para o 2º turno das eleições.

Reprodução/Twitter do Ministério da Defesa

Vai encarar? O MPF está licitando compra de 300 algemas de aço e 195 cassetetes por R$ 38 mil. No edital, argumenta que os itens servirão para resguardar a integridade física de autoridades e servidores, bem como ferramenta contra “ações hostis de agressores”.

Duas estrelas. A Marinha promoveu pela segunda vez na história uma mulher a almirante. A engenheira Luciana Marrone receberá as estrelas no dia 25 de novembro. O ato foi assinado ontem pelo presidente Temer.

Arquivo pessoal

PRONTO, FALEI!

 

Apresentador Luciano Huck. FOTO: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

“Na democracia, a decisão é da maioria e a responsabilidade gerada por ela é de todos. Seja qual for o resultado das urnas, seremos a resistência positiva; disposta a monitorar e fiscalizar o novo governo”, DO EMPRESÁRIO E COMUNICADOR, LUCIANO HUCK.

COM REPORTAGEM NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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