Pastor ataca deputada evangélica e ofende Eduardo Leite por apoio nas prévias tucanas

Pastor ataca deputada evangélica e ofende Eduardo Leite por apoio nas prévias tucanas

Alberto Bombig e Matheus Lara

09 de outubro de 2021 | 05h00

As prévias do PSDB acabam de servir ao País um aperitivo, de validade vencida, do banquete tóxico e indigesto em que podem se transformar as eleições de 2022. Eduardo Leite (PSDB) e a deputada federal Geovania de Sá, que preside o diretório estadual tucano em Santa Catarina, foram alvo de ataques e ofensas feitas por um pastor da Assembleia de Deus em vídeo divulgado nas redes sociais. O subtexto do jogo rasteiro e pesado é muito claro: o líder religioso não aceita o apoio da parlamentar ao pré-candidato a presidente assumidamente gay.

Como é? No vídeo, Valdir Paulino diz que a deputada deve pedir perdão e que ela não terá mais o apoio das igrejas para nenhuma outra disputa eleitoral depois de manifestar apoiar um homem “desse tipo”.

Reação. “Como cristão, meu Deus é plural, ama as pessoas de bem e perdoa os pecadores. A manifestação do pastor é uma injustiça com a deputada e uma agressão a mim, mas eu o perdoo”, disse Leite.

Pegou mal. O vídeo causou espanto até entre as lideranças mais conservadoras. A Frente Parlamentar Evangélica da Câmara reagiu em apoio a Geovania e questionando o vídeo.

Como assim? “Fomos surpreendidos pela suspensão do apoio à deputada”, disse em nota o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que preside a frente.

O governador Eduardo Leite. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Plano… Sem Marcelo Freixo (agora no PSB) e já levando em conta uma possível aposentadoria de Luiza Erundina, de 86 anos, o PSOL se movimenta para renovar sua bancada.

…traçado. A sigla quer que seus “hits” eleitorais de 2020 concorram a vagas na Câmara no ano que vem. Vereadoras de São Paulo, como Erika Hilton e integrantes da Bancada Feminista, têm sido incentivadas a entrar na corrida.

Diálogo. Alvo no último congresso do MBL, em 2019, João Doria será destaque na edição deste ano, em mesa sobre os três Poderes. Kim Kataguiri (DEM) falará sobre o Legislativo. O MBL ainda quer uma voz de esquerda no debate e um ex-ministro do STF para falar de Judiciário.

Biscoito. Chamado de “secretário do tratoraço” do governo Bolsonaro em audiência na Câmara, Tiago Pontes Queiroz, que pediu exoneração do Desenvolvimento Regional, usava o Instagram para divulgar as benesses que tem levado a Pernambuco com o dinheiro de emendas do relator, base do orçamento secreto.

CLICK. Agora ex-secretário no governo Bolsonaro, Tiago Pontes (à esq.), no interior do Pernambuco, em entrega de motoniveladora comprada com verba do “tratoraço”.

Ah, tá. Entregas de tratores e encontros com prefeitos foram registros frequentes. Interlocutores do secretário ouviram dele a intenção de se candidatar a deputado estadual pelo Republicanos ou pelo PP.

Olha só. Na prática, assim como o ministro Rogério Marinho, o ex-secretário tentou, representando o Poder Executivo, capitalizar entregas com verbas do Poder Legislativo.

Tá on. À frente do partido Novo em período quase que coincidente com o da pandemia, Eduardo Ribeiro virou especialista em “calls” e “lives”. O dirigente agora se prepara para começar as agendas “face to face” na preparação do terreno para a eleição de 2022.

SINAIS PARTICULARES. Eduardo Ribeiro, presidente do Novo. Ilustração: Kleber Sales/Estadão

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG E  MATHEUS LARA. COLABOROU BRENO PIRES

PRONTO, FALEI!

Antônio Neto, presidente do diretório municipal do PDT em São Paulo

“Por que essa turma que vaiou o Ciro não se junta pra vaiar o Bolsonaro no cercadinho? Parece que eles têm mais ódio do Ciro do que do Bolsonaro…”

 

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