Partidos querem adiar verba para candidatas

Partidos querem adiar verba para candidatas

Coluna do Estadão

27 Maio 2018 | 05h30

Foto: Roberto Jayme/TSE

Dez partidos da base e da oposição ao governo se articulam para derrubar a destinação de 30% do fundo eleitoral para candidatas mulheres, que significa R$ 515 milhões do total de R$ 1,7 bilhão. A ideia é acionar o Supremo para que a medida só seja aplicada a partir das eleições de 2020 e não já no pleito deste ano. Outra alternativa é votar no Congresso projeto que adie a vigência da norma do TSE. A aprovação é dada como certa com base na matemática. Na Câmara dos Deputados, são 45 mulheres ante 468 homens; no Senado, são 13 contra 68.

Antirruído. A reação ao “empoderamento feminino” começou a ser discutida na semana passada discretamente por congressistas para evitar contra-ataque. Advogados de dez partidos montaram uma força-tarefa para elaborar Adin.

Aguardando. As medidas serão disparadas após o TSE publicar a resolução que reserva parte do fundo eleitoral para as mulheres.

Incendiário. O ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, é apontado por colegas de governo como quem mais contribuiu para alimentar o discurso dos caminhoneiros de redução da carga tributária.

Tucanou. O governo rebatizou de “gabinete de acompanhamento da normalização do abastecimento” o “gabinete de crise” que acompanha a greve dos caminhoneiros.

Depois da crise. A greve dos caminhoneiros atrasou os planos do governo de enviar ao Congresso projeto de lei que vai facilitar vendas de terrenos e imóveis da União. O assunto, por ora, está paralisado.

Pras calendas. Já o decreto que reajusta o valores das licitações defasados há 20 anos está ameaçado. Temer foi aconselhado a não assumir a sua paternidade.

Senta e chora. O apoio do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), ao presidenciável Ciro Gomes (PDT) provoca “tensão e muita conversa” no comando petista. Mas o partido garante que não pensa em retirar a legenda dele.

Primeiro. Dentro do STF, a aposta é de que o deputado federal Nelson Maurer (PP-PR) será condenado pela Segunda Turma por desvios na Petrobrás. Ele pode se tornar o primeiro parlamentar condenado pelo Supremo no âmbito da Operação Lava Jato.

Maratona. Edson Fachin e Celso de Mello votaram para condenar por corrupção passiva e lavagem. Faltam Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Se Maurer conseguir dois votos favoráveis, cabe recurso para levar o caso ao plenário do STF.

CLICK. A policial militar Kátia Sastre, que reagiu e matou o assaltante na porta de uma escola em SP, também foi homenageada pelo prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi.

Falta de opção. O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pastor Ronaldo Fonseca, aceitou a pasta porque perdeu o apoio da Assembleia de Deus à sua reeleição de deputado federal. A igreja prefere investir na candidatura do bispo Vitor Paulo (PRB).

Laços. Cunhado de Aécio Neves, Luiz Márcio Pereira foi suplente no Senado de Eduardo Azeredo, preso semana passada. Luiz Márcio é casado com Andrea Neves, que também foi presa, mas na “Operação Joesley”.

Nanico? Guilherme Boulos (PSOL) terá, no mínimo, 12 segundos de campanha na TV. É mais do que os partidos de Marina e Bolsonaro garantem a eles.

SINAIS PARTICULARES. Guilherme Boulos, pré-candidato ao Planalto pelo PSOL; por Kleber Sales

A SEMANA

Terça-feira, 29

Senado tenta destrancar a pauta para votar PLC 121/17

As seis MPs precisam ser apreciadas antes de os senadores votarem projeto que regula preço mínimo dos fretes rodoviários.

Quarta-feira, 30

STF discute idade para ingresso no ensino fundamental

Supremo analisa duas ações que tratam da exigência de seis anos para a criança ingressar no ensino fundamental.

COM NAIRA TRINDADE. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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