Partidos articulam carta para negar fisiologismo

Partidos articulam carta para negar fisiologismo

Coluna do Estadão

22 de maio de 2019 | 05h00

Paulinho da Força (SD-SP) articula com outros presidentes de partidos uma “carta à população” para negar interesse em cargos e ministérios de Jair Bolsonaro. Seria uma reação ao texto compartilhado pelo presidente dizendo que o Brasil é ingovernável sem conchavos. O teor ainda não foi definido, mas outros dirigentes devem endossá-lo. Na mesma direção, Rodrigo Maia avisou aos colegas que vai tirar da MP da Esplanada a divisão do Desenvolvimento Regional em duas pastas. Se Bolsonaro quiser, terá de mandar outra medida, com sua digital.

Pai da criança. O plano é aprovar a MP 870 sem os Ministérios da Integração Nacional e das Cidades. Deputados não querem apanhar sozinhos nas manifestações do dia 26 por algo acertado com o governo.

Troca… Defensores da retirada de Major Vitor Hugo da liderança de governo na Câmara esperam que o rompimento com Rodrigo Maia seja o empurrão que faltava para convencer o presidente Jair Bolsonaro.

…troca. O grupo torce para Joice Hasselmann (PSL-SP) assumir o posto e, no lugar dela na liderança do Congresso, ser nomeado o deputado Claudio Cajado (PP-BA), que não tem apoio do partido.

Empoderado. Além de anunciar o rompimento com Vitor Hugo, Rodrigo Maia disse no colégio de líderes que o Congresso derrubará todas as matérias do governo que exorbitarem suas prerrogativas. O contexto era decreto das armas.

Pombinho. Apesar de Eduardo Bolsonaro defender publicamente as manifestações do dia 26, ele não é esperado por organizadores. Duda, como é chamado por amigos, casa-se na véspera, no Rio de Janeiro.

Indeciso. Hélio Lopes, mais conhecido como Hélio Negão, saiu de uma reunião no Planalto dizendo não saber ainda se vai aos protestos. Bolsonaro tem orientado a manter distância.

SINAIS PARTICULARES

GOVERNADORES

Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)

Ilustração: Kleber Sales

Cheguem mais. Para diminuir a resistência nas bancadas do Nordeste, Bolsonaro recebe hoje no Planalto parlamentares da região. Na pauta, a conclusão da ferrovia Transnordestina e a divisão da CSLL com Estados e municípios.

Novo round. O TJ-SP negou o recurso de Ciro Gomes contra condenação por ter chamado o vereador Fernando Holiday de “capitão do mato” e ainda determinou o pagamento dos honorários advocatícios do vereador, fixado em 20% do valor da condenação, R$ 38 mil.

Número bloqueado. O Ministério da Justiça estuda criar um banco de telefones de usuários que não querem ser incomodados por telemarketing. Multas pesadas seriam aplicadas a quem desrespeitar, como acontece nos EUA. Pode ser feito via portaria.

PRONTO, FALEI!

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Foto: Rodrigo Félix Leal/Divulgação

Ratinho Júnior, governador do Paraná: “Tirar os Estados da reforma é o mesmo que criar 27 novos problemas. O Congresso é a Casa do debate dos grandes temas. É bobeira diluir o assunto”.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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