Partido Novo vê janela de oportunidade para ‘tirar’ Deltan Dallagnol do Podemos

Partido Novo vê janela de oportunidade para ‘tirar’ Deltan Dallagnol do Podemos

Alberto Bombig e Camila Turtelli

30 de novembro de 2021 | 02h06

Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato: cobiçado por partidos. Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO

Renasceram, embaladas pelo clima de fim de ano, as esperanças do Partido Novo de contar com Deltan Dallagnol nas eleições 2022. Em privado, amigos do ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba apontam mesmo uma janela de oportunidade para o Novo: dizem que Dallagnol tem receio de encontrar no Podemos “gente que não comunga de suas teses”, como a pauta anticorrupção. Coincidência ou não, o Novo faz questão de insistir nessa tecla: “A nossa bancada sempre defende com muita clareza, coesão e convicção as pautas de combate à corrupção na Câmara, exatamente como Deltan. Seria um excelente quadro para o partido e um orgulho estar nessa batalha ao lado dele”, diz o deputado Vinicius Poit (SP), pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Novo.

E AGORA? Renata Abreu, presidente do Podemos, chegou a anunciar a filiação de Dallagnol ao partido, para compor chapa com Sérgio Moro.

LARGADA. Rodrigo Pacheco cumpriu agenda cheia no Paraná, digna de pré-candidato ao Planalto. Em Curitiba, o senador do PSD almoçou com o governador Ratinho Jr., do mesmo partido que ele, foi homenageado com a Ordem da Luz dos Pinhais pelo prefeito Rafael Greca (DEM), se reuniu com parlamentares e depois com empresários.

INSPIRAÇÃO. A comenda foi entregue ao presidente do Senado ao som da famosa Marcha do Peixe Vivo,  em louvor a JK.

Pacheco com o governador Ratinho Júnior (à direita). Foto: COLUNA DO ESTADÃO

SIGA O CHEFE. Parte da tropa de choque de Jair Bolsonaro no Congresso deve acompanhar o presidente em sua filiação ao PL, como a presidente da CCJ da Câmara, Bia Kicis (PSL-DF), e o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ). Eles calculam a migração de 20 a 25 bolsonaristas para o partido de Valdemar Costa Neto até o próximo ano eleitoral.

LULALCKMIN. Conforme avança a conversa entre Lula e Geraldo Alckmin, o PSB, possível destino do ex-governador nesse arranjo, se reposiciona para ficar bem na fita da eventual composição: Márcio França quer inverter o acordo inicial e ser o candidato ao governo de São Paulo, apoiado pelo petista Fernando Haddad.

AÍ FICA… O TCU julga nesta quarta-feira, 1.º, se há gastos fora do que a lei permite no cartão corporativo da Presidência. A data foi agendada seis meses após a proposta, relatada por Kim Kataguiri (DEM-SP), ter sido ser aprovada na Câmara, e causou espanto: Raimundo Carreiro foi mantido na relatoria do caso.

…DIFÍCIL. Elias Vaz (PSB-GO) chegou a fazer um pedido, sem resposta, para que o caso não fosse relatado por Carreiro, indicado por Bolsonaro para comandar a Embaixada do Brasil em Portugal.

TÁ NA REGRA. Para especialistas, a manutenção de Carreiro é um conflito de interesses previsto no artigo 145 do Código de Processo Civil. Carreiro não respondeu à Coluna.

PRONTO, FALEI! Elias Vaz, deputado federal

Foto: ARQUIVO PESSOAL ELIAS VAZ

“No mínimo é uma falta de bom senso. Alguém sendo indicado pelo presidente não reúne condições para julgá-lo”, sobre o ministro Raimundo Carreiro.

ALÔ, TUCANOS. O senador Tasso Jereissati (CE) ligou para Geraldo Alckmin, mas o número era antigo e a ligação caiu no Bandeirantes. O senador, claro, pediu para falar “com o governador”, como ainda costuma se referir a Alckmin. A secretária, então, avisou que o “governador”estava ocupado e que daria o recado. João Doria retornou a ligação rapidinho, todo animado. E Tasso, ao descobrir o engano, só enrolou na conversa…

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales), João Doria (PSDB), governador de São Paulo

ATIVO ELEITORAL. Doria ainda tem agenda cheia de inaugurações no Estado antes de deixar o cargo, a começar pela estação Vila Sonia do Metrô no próximo mês, conclusão da Linha 4 (Amarela).

CLICK. Bruno Dantas, ministro do TCU

Foto: COLUNA DO ESTADÃO

Ministro Bruno Dantas (o 2º da direita para a esquerda) se reuniu com auditores da Noruega para mostrar o trabalho do TCU em auditorias nas políticas ambientais.

Colaboraram Breno Pires e Eliane Cantanhêde

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