Partido menor para fusão no futuro se torna alternativa mais viável

Partido menor para fusão no futuro se torna alternativa mais viável

Coluna do Estadão

19 de outubro de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Horas após a reunião da cúpula do PSL que suspendeu aliados de Jair Bolsonaro, o clã avaliou que o caminho mais viável no momento é pousar em uma legenda menor enquanto o Conservadores (Eduardo tenta tirar do papel) não sai. Por enquanto, o Patriotas é visto como o mais viável deles. Bolsonaro mantém uma boa relação com o presidente da sigla, Adilson Barroso. Ele já prometeu carta-branca para a montagem dos diretórios estaduais e disse que, no que depender dele, abre espaço para o deputado federal Eduardo assumir a legenda.

Prós. Por mais que seja necessário montar novamente uma estrutura e alcançar boas cifras de fundo partidário, todo o “patrimônio” construído seria preservado em uma futura fusão com o Conservadores. PMB e UDN ainda não foram descartados.

Longa data. A família foi filiada ao Patriotas por mais de um ano e saiu às vésperas do prazo para formalizar as candidaturas. Segundo Barroso, só saíram quando ele negou ceder a presidência ao ex-ministro Gustavo Bebianno, hoje tratado como inimigo pelo clã.

Ganha-ganha. Para o Patriotas, que se chama assim por causa de Bolsonaro, a força do presidente ajudaria a dar musculatura já nas eleições municipais. Hoje eles têm 30 prefeitos e 1.150 vereadores. De lambuja, Barroso poderia se eleger deputado em 2022.

Dois bicudos. O Republicanos chegou a ser aventado, mas a família avalia que continuaria não tendo controle total. Por lá, a conversa é que Bolsonaro só seria aceito se topasse um comando compartilhado.

Tempo real. A família ficou acompanhando no sistema do TSE a comunicação do PSL da destituição de Eduardo e Flávio dos diretórios de SP e RJ, respectivamente. O protocolo reforça a estratégia jurídica de perseguição para manutenção dos mandatos se forem para outras siglas.

Bye bye. Ao deixar o grupo de WhatsApp da bancada, Felipe Francischini (PR) disse que erraram (sem especificar direito quem) e que não sabe mais se há “ponte de diálogo”. “Mesmo assim, continuamos sendo PSL e Jair.”

CLICK. Na saída da convenção do PSL ontem, Luciano Bivar presenteou Carla Zambelli com seu livro Cuba. A adversária não soube dizer se foi gentileza ou ironia.

REPRODUÇÃO EDITORA BARRISTERS

Contra… Mauro Benevides (PDT-CE), entusiasta do imposto sobre transações financeiras, mandou levantar a inflação no período de vigência da CPMF para saber se a tarifa pressiona mesmo os preços.

…corrente. Em 2002, o IPCA fechou em 12,53%; após cinco anos, quando a CMPF acabou, a inflação foi 4,46%. No entanto, passados mais cinco anos, em 2012, já estava em 5,84%.

Piada. Marcelo Freixo (PSOL-RJ) interrompeu um bate-papo do líder do PSL, Delegado Waldir, com colegas para pedir orientação de voto no plenário. Arrancou risadas, menos de Waldir.

SINAIS PARTICULARES.
Marcelo Freixo e Delegado Waldir, deputados federais (PSOL-RJ e PSL-GO)

Kleber Sales

Ops. Governo de Pernambuco fez circular no WhatsApp cards desmentindo tuíte de Bolsonaro que insinua que Paulo Câmara estaria se “apropriando” da aprovação do 13.º do Bolsa Família do governo federal. O benefício existe no Estado desde novembro de 2018.

PRONTO, FALEI!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Marcelo Calero, deputado federal (Cidadania-RJ): “Utilizar a máquina pública para perseguir inimigos é crime de responsabilidade, abrindo porta para o impeachment”, sobre AGU processar Delegado Waldir.

COM JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU LUIZ CARLOS PAVÃO

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