Parecer de relator autoriza a investigação de Michel Temer

Luiza Pollo

10 de julho de 2017 | 16h59

CCJ da Câmara. Foto: André Dusek/Estadão

O parecer apresentado pelo relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) nesta segunda-
C

, 10, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, autoriza o Supremo Tribunal Federal a investigar o presidente Michel Temer. Com isso, deputados da base devem apresentar outros dois pareceres para contrapor o relator. Fiel defensor do governo, Carlos Marun (PMDB-MS) deve assinar um parecer. O outro deve ser protocolado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que é um dos poucos tucanos a votar a favor de Temer na CCJ.

O governo formalizou as mudanças na comissão para garantir os 40 votos. São necessários 34. Marun virou titular no lugar de José Fogaça (PMDB-RS), que virou suplente. PTB também tirou da vaga de titular Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), notório opositor do governo. Faria de Sá foi para suplência no lugar de Giovani Cherini (PR-RS) e para a vaga de titular do PTB foi formalizado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Na bancada do PSD também há perspectiva de mudanças na representação na CCJ. Evandro Roman (PSD-PR) deve substituir Expedito Netto (PSD-RO) como titular. Só o Solidariedade fez quatro trocas nos últimos dias. Primeiro saiu Major Olímpio (SD-SP), que votaria contra o governo, e entrou o líder da bancada, Áureo (SD-RJ), na vaga do titular. Olímpio foi para a suplência. Na sequência, Áureo deixou a vaga de titular e indicou Laércio Oliveira (SD-SE), reconhecido governista, para votar como titular.

Em uma vaga de suplente cedida pelo PROS, o Solidariedade formalizou a indicação de Wladimir Costa (SD-PA). Costa ficou conhecido na Casa por ser defensor do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética mas, no dia da votação da cassação no colegiado, mudou de posição diante da pressão da opinião pública. (Naira Trindade e Daiene Cardoso)

 

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