Para ser adido, Segovia terá de revogar norma interna da PF

Para ser adido, Segovia terá de revogar norma interna da PF

Se revogar artigo de instrução normativa que define quarentena de três anos entre uma adidância e outra, Segovia estará beneficiando ele próprio

Luiza Pollo

01 Março 2018 | 05h30

Delegado Fernando Segóvia, ex-diretor-geral da PF

Para ser nomeado adido da PF em Roma, Fernando Segovia terá ele mesmo de revogar uma instrução normativa que o proíbe de ocupar o cargo. O Artigo 20, Inciso VIII da Norma 86 estabelece entre os requisitos “não ter exercido a função de Adido Policial Federal ou de Adido Adjunto nos três anos anteriores à indicação”. Segovia ocupou a função na África do Sul até 2017. Ou seja, só poderia assumir nova adidância em 2020. O ‘Diário Oficial da União’ traz hoje a indicação dele para ser adido na Itália a partir de agosto. Dois diretores indicados por ele também ganharão cargos no exterior.

Em retirada. O delegado Sandro Avelar, número dois de Segovia, será adido da PF em Londres. O diretor de combate ao crime organizado, Eugenio Ricas, será adido nos Estados Unidos. Ao contrário do ex-chefe, a indicação dos dois não fere as normas internas da PF.

A norma. A instrução normativa, que define quarentena para adidância, foi editada em 2014 pelo então diretor-geral da PF Leandro Daiello. Em 2016, sofreu alterações em outros pontos, mas o Artigo 20, que trata dos requisitos para a indicação de adido, permanece intacto.

Tem de mudar. O Planalto considerou um desastre a entrevista coletiva do general Braga Netto, interventor da área de segurança pública do Rio, concedida terça. Avalia que passou a impressão de autoritário.

Dedo-duro. O prefeito de Parnaíba, Mão Santa (SD), se surpreendeu ao ter rejeitado pedidos de financiamento pelo presidente da Caixa, Gilberto Occhi. “Ele disse que os municípios não podem mais pegar financiamento direto com a Caixa porque (Henrique) Meirelles não deixa”, disse

Mãos vazias. Mão Santa alega ter sido estimulado a fazer projetos para mobilidade e para educação, mas reclama ter perdido seu tempo. “Disseram que o gargalo era em Brasília. Vim e perdi meu tempo.”

Ensaiado. Dirigentes do PSB no Nordeste, que são contra a aliança nacional com o PSDB, preparam uma vaia ao governador Geraldo Alckmin na convenção dos socialistas marcada para hoje. Na reunião, o partido vai renovar o mandato de Carlos Siqueira na presidência da sigla.

SINAIS PARTICULARES: Carlos Siqueira, presidente do PSB; por Kleber Sales

Agenda vazia. A agenda de compromissos de Aloysio Nunes no Ministério das Relações Exteriores está totalmente vazia a partir de abril, o que reforça a convicção de tucanos de que ele será candidato ao Senado, embora haja rumores de que não vai disputar.

Pelo cansaço. Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicam a pressa dele de colocar a proposta que regulamenta o Uber em votação no plenário da Casa: não aguenta mais o acampamento de motoristas na porta da casa dele.

CLICK. Nem o banquete com coxinha e chope e a música ao vivo garantiram quórum em evento de prefeitos com os ministros Henrique Meirelles e Gilberto Kassab.

FOTO: IDIANA TOMAZZELI

Já era. O governo tende a deixar caducar a MP que altera pontos da reforma trabalhista. A medida prevê o afastamento automático de gestantes que trabalhem em locais insalubres.

Estica e puxa. Rodrigo Maia não demonstra interesse em votar a MP, ao contrário do seu colega no Senado, Eunício Oliveira.

Minha bandeira. Maia pediu à equipe técnica da Câmara um levantamento dos projetos voltados para a área social. Quer saber quais estão aptos a avançar nas comissões e plenário.

PRONTO, FALEI! 

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

“Primeiro, a gente espalha os candidatos. Depois, junta”, DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO, MENDONÇA FILHO, sobre os vários candidatos da base do governo à Presidência, entre eles, Rodrigo Maia, de seu partido, o DEM.

COM NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO, VERA ROSA E IDIANA TOMAZZELI 

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