Para o governo, em caso de CPI, melhor duas comissões do que uma

Para o governo, em caso de CPI, melhor duas comissões do que uma

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

05 de julho de 2022 | 05h01

A primeira opção do governo Jair Bolsonaro neste momento é tentar adiar a instalação da CPI do MEC para depois da eleição, usando inclusive instrumentos jurídicos contra o colegiado. Mas caso a negociação não avance, tanto melhor duas CPIs do que uma, na avaliação de governistas. Isso porque duas comissões tendem a diluir as críticas da oposição e ajudam a desviar o foco do eleitor. Duas comissões também disputam o tempo da TV Senado, o que poderia segmentar a audiência. Rodrigo Pacheco (PSD-MG) já sinalizou que, caso a pressão da oposição para a abertura da CPI do MEC seja grande, a instalação de dois colegiados deve ser a saída para não desagradar aos bolsonaristas.

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: EVARISTO SA/AFP

FALTA. O presidente do Senado tem alertado, no entanto, que faltam senadores para compor dois colegiados durante o auge da campanha eleitoral. Quem for titular de uma comissão só pode ser suplente em uma segunda CPI.

ABATE. Mesmo integrantes da oposição consideram que “não é um bom negócio” abandonar seus Estados em ano eleitoral para se dedicar à CPI e avaliam, nos bastidores, que quem for escolhido será “sacrificado”. Esse grupo afirma que é arriscado também abrir a porta para o resgate de episódios de gestões passadas.

PRONTO, FALEI. André Ceciliano (PT), pré-candidato ao Senado no Rio

“Em Política, não pode ter pirraça. Ninguém pode ser candidato de si mesmo. É direito do Molon (manter a pré-candidatura), mas o PT quer fazer valer o acordo.”

CLICK. Rodrigo Garcia, governador de São Paulo (PSDB)

O Republicanos, de Tarcísio de Freitas, obteve na Justiça ordem para que sejam retirados outdoors de Garcia em cidades como São José do Rio Preto.

 

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