Para governo, crise não contaminará economia

Para governo, crise não contaminará economia

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Luiza Pollo

26 de novembro de 2016 | 05h00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Apesar de o governo enfrentar sua pior crise, integrantes da equipe econômica dizem acreditar que a situação vai melhorar com a saída do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Na área econômica do governo, existe a certeza de que a acusação de tráfico de influência feita a Geddel causou desgaste, mas que os investidores focam suas atenções nas votações do ajuste fiscal e das reformas. Por isso, defendem que se mantenha o cronograma traçado para essas votações. A aposta é que a PEC do Teto dos Gastos passe terça-feira no Senado, melhorando o clima.

Para integrantes da equipe econômica, “os investidores não têm lado”. “O que eles querem saber é o seguinte: aprova ou não essa PEC do Teto dos Gastos? Aprovou? Muito bem”, afirma um importante membro da equipe econômica.

Apesar de respeitarem Geddel como negociador, esses membros da equipe econômica lembram que o próprio Michel Temer tem grande capacidade de articulação política.

A demora na recuperação da economia também é vista com naturalidade. A explicação é que “quando a crise se estabelece no crédito, demora a ser resolvida”.

A aposta da equipe econômica é a de que o Brasil vai crescer 1% em 2017 e o emprego reagirá a partir do meio do ano.

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