Para frear supersalários, CNJ vai monitorar gastos de tribunais de Justiça

Para frear supersalários, CNJ vai monitorar gastos de tribunais de Justiça

Coluna do Estadão

17 Agosto 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – CÁRMEN LÚCIA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

 

Em reação aos altos salários pagos a juízes do Mato Grosso, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, baixa hoje resolução determinando que o Conselho Nacional de Justiça acompanhe online os orçamentos dos tribunais de justiça nos Estados. A expectativa é de maior controle sobre a aplicação dos recursos públicos. O presidente do Tribunal de Justiça do MT, Rui Ramos Ribeiro, que autorizou pagamentos de até meio milhão a magistrados em julho, foi convocado ontem às pressas pelo corregedor do CNJ, João Otávio de Noronha, para se explicar. O clima foi tenso. O ministro deixou claro que não gostou nada da farra nos contracheques.

Tudo combinado. Os detalhes da resolução foram discutidos em reunião reservada ontem entre Cármen Lúcia e João Noronha. A medida ocorre após a Coluna  noticiar gordos contracheques em MT. O presidente do TJ, por exemplo, recebeu em julho R$ 114,6 mil.

Vem mais. Paralelamente a isso, um grupo de trabalho do CNJ conclui em trinta dias estudo que deve recomendar a padronização dos dados sobre os salários dos juízes divulgados pelos TJs na internet. A ideia é que detalhem os valores. Se for indenização, tem que dizer pelo quê.

Dentro da lei. A Coluna não conseguiu contato com a assessoria do TJMT ontem. O órgão tem informado que os pagamentos foram legais.

Germânico. Um dos formuladores da repaginação do DEM, Cesar Maia tem usado como referência o partido União Democrata Cristã (CDU), da chanceler alemã Angela Merkel, e a economia social de mercado, adotada pelos alemães na área econômica.

Meu nome é… Falhou a tentativa do clã Bolsonaro de aprovar na Comissão de Cultura da Câmara a inclusão do nome de Enéas Carneiro no Livro dos Heróis da Pátria.

Bobeou, dançou. A votação seria simbólica, mas Eduardo Bolsonaro pediu para falar, dando tempo para que a petista Erika Kokay chegasse e adiasse a decisão sobre o tema.

Golpe. O ministro Blairo Maggi (Agricultura) teve sua página do Facebook clonada. Por mensagem, o autor do perfil falso tentou obter vantagens dos seguidores do ministro se passando por ele.

Vai que cola. Sem alarde, a comissão da reforma política aprovou a possibilidade de candidaturas simultâneas em cargos majoritários a partir de 2018.

Vale tudo. Com o texto, por exemplo, o ex-presidente Lula pode disputar os cargos de presidente e deputado ao mesmo tempo. Perdendo em um, pode se eleger para outro.

Animado. O deputado Vicente Cândido (PT-SP), autor da proposta, diz que ela será aprovada pelo Congresso. “Vai passar, não teve questionamento.”

CLICK. Os ministros Maurício Quintella, Blairo Maggi e Hélder Barbalho se reuniram ontem para uma cerimônia de assinatura de um termo que vai transferir recursos para o Exército fazer obras na BR 163 no Pará,  famosa pelos atoleiros na rota da soja. Mas o evento foi adiado para hoje porque a bancada do Pará não pôde comparecer.

Foto: Lu Aiko Otta/Estadão

 

#ficaadica. O ministro Henrique Meirelles recebeu conselho de amigos para mudar sua postura com deputados. Aliados dizem que para disputar a Presidência precisa melhorar a relação.

Sufoco. Há duas semanas, o PSD teve dificuldade em encontrar um nome que blindasse a convocação de Meirelles na Comissão de Finanças da Câmara.

Não estou disposto. O ministro Edson Fachin ignorou solenemente o apelo de uma jovem que queria tirar uma selfie após a sessão ontem.

Troféu simpatia. Já Celso de Mello e Luís Roberto Barroso posaram para fotos com um grupo de estudantes de direito do Mato Grosso.

PRONTO, FALEI!

“Sou contra aumentar imposto de renda e mudar a meta fiscal. Mas, se não tem jeito para arrecadar, que se mude a meta, mas não se eleve imposto”, do PRESIDENTE DO SENADO, EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB-CE).

 

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