Pandemia lança dúvida sobre o Censo em 2021

Pandemia lança dúvida sobre o Censo em 2021

Coluna do Estadão

02 de outubro de 2020 | 05h00

Foto: Fabio Motta/Estadão – 22/2/2019

O Ministério da Saúde deverá fazer um estudo nas próximas semanas sobre a viabilidade sanitária de realizar o censo demográfico no ano que vem. O levantamento analisará se o recenseamento pode disseminar o coronavírus, já que os entrevistadores vão de casa em casa, em contato com a população. O andamento do estudo, no entanto, deve seguir “ritmo lento”, segundo apurou a Coluna. Se a pasta chegar à conclusão de que a realização do censo ainda não é recomendável, os recursos destinados a ele serão remanejados para outras áreas.

Cofre. O governo incluiu na proposta de Orçamento para 2021, R$ 2 bilhões para a realização do censo demográfico. A estimativa é de que 71 milhões de domicílios em todo o território nacional sejam visitados.

A ver. Claro, o governo também aguarda com ansiedade o desenvolvimento das diferentes vacinas.

Deixa pra depois. O censo deveria ter sido realizado neste ano, mas foi adiado justamente por causa da pandemia da covid-19.

Sem plágio. O governo federal deve retomar o nome originalmente pensado para seu novo programa social. Em vez de Renda Cidadã deverá ficar Renda Brasil. Isso porque o primeiro nome já foi usado por Mario Covas, em São Paulo, como mostrou a Coluna.

CLICK. Reuniões da comissão da reforma tributária têm ocorrido até mesmo na casa de parlamentares. A proposta ainda está longe de um consenso no Congresso. Na foto, em sentido horário: os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Alexis Fonteyne (Novo-SP), Hildo Rocha (MDB-MA) e o senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

Reprodução/Twitter

Juntos. O MDB vai ajudar Márcio Bittar (AC) a encontrar soluções para o Renda Cidadã após o senador ter se frustrado na parceria com a equipe econômica. A cúpula do partido vai ouvir especialistas para encontrar uma alternativa que crie o programa social sem furar o teto de gastos.

Soco… Em áudio enviado a correligionários de seu PTB, Roberto Jefferson falou cobras e lagartos sobre os rumos do partido no Estado de São Paulo. “Vou trancar tudo, tudo”, disse.

…na mesa. O controverso mandachuva do PTB nacional, cada vez mais próximo de Jair Bolsonaro, está incomodado com as alianças eleitorais de alguns petebistas no Estado. Várias delas têm a presença do PT nas chapas. “São Paulo é o Estado de maior repercussão no País e nós vamos de Lula?”

SINAIS PARTICULARES.
Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB

Ilustração: Kleber Sales

Chato. Pegou mal a deselegância com o ministro do STF Celso de Mello da oficialização, por parte de Jair Bolsonaro, do substituto do decano, o desembargador Kassio Nunes Marques. Deveria ter esperado até a vacância da cadeira.

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BOMBOU NAS REDES! 

Deputada Tabata Amaral. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Tabata Amaral, deputada federal (PDT-SP): “Uma das metas do PNE (Plano Nacional de Educação) é justamente universalizar, no ensino regular, o acesso de pessoas com deficiência à educação. Professores precisam de formação e as escolas de adaptação para incluir todos os alunos. Devemos integrar e não excluir ainda mais milhões de crianças e jovens”, sobre nova política de Jair Bolsonaro que incentiva separação de alunos com deficiência.

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. COLABORARAM PEDRO VENCESLAU E RICARDO GALHARDO.

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