Onyx já disse que vota contra reforma do INSS de Temer

Onyx já disse que vota contra reforma do INSS de Temer

Coluna do Estadão

31 de outubro de 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES: Onyx Lorenzoni, deputado federal reeleito (DEM-RS); por Kleber Sales

Ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o deputado federal reeleito Onyx Lorenzoni (DEM-RS) classificou a reforma da Previdência do governo Temer de “medíocre e pouco inteligente”. Em discurso no plenário da Câmara em junho de 2017, Lorenzoni afirma que “sempre será contrário” à proposta do atual governo e sugere que o sucessor – no discurso ele já apostava que seria Bolsonaro – implemente a chamada “Previdência fásica”. Nesta semana, Bolsonaro disse que vai trabalhar pela aprovação de parte da proposta do governo.

Mentores. A “Previdência fásica” foi apresentada a Onyx e a Bolsonaro pelos professores da Unifesp Arthur e Abraham Weintraub. Num pedido de audiência pública, de maio deste ano, o futuro ministro disse que os docentes estavam sendo perseguidos por terem se aproximado de Bolsonaro.

Como é. Na aposentadoria fásica, o trabalhador que exerce atividade braçal começa a receber parte da aposentadoria quando ainda está na ativa, o que lhe permitirá trabalhar menos e continuar contribuindo. Ele, porém, demoraria mais para atingir o valor integral.

Nada se cria. O último integrante da Fazenda que ocupou um superministério foi Marcílio Marques Moreira, no governo Collor. Ele também comandou as pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria, mas seu time foi dragado pela crise política. A história é lembrada no livro O pior emprego do mundo, do jornalista Thomas Traumann.

A distância. O empresário Paulo Marinho não vai ocupar cargo no governo Bolsonaro. Ele é suplente do senador eleito Flávio Bolsonaro e cedeu sua casa para o QG da campanha e da transição.

Quem sabe? João Amoêdo (Novo) aprovou a decisão de Jair Bolsonaro de fundir os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Acha que “pode ser produtivo”, uma vez que as duas pastas vivem em pé de guerra.

Bate-papo. O presidenciável derrotado esteve ontem com Eduardo Guardia (Fazenda). O convite partiu do ministro que quis conhecer a bancada eleita pelo Novo para o Congresso.

Pauta bomba. O senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentou emenda à MP 843 para prorrogar benefícios fiscais a empresas automobilísticas do Nordeste até 2025 e estendê-los ao Centro-Oeste. Empresas que serão prejudicadas estimam que a medida custará R$ 7,5 bilhões ao País.

Com a palavra. Armando Monteiro nega que o impacto será de R$ 7,5 bilhões e diz que a medida gerará empregos e renda. Diz também que reduziu pela metade os incentivos fiscais para poder ampliar o prazo e o número de beneficiadas.

CLICK. Cotada para o Ministério de Relações Exteriores, Ana Amélia conversa com Magno Malta, aliado de Bolsonaro. Na tribuna, ela saiu em defesa do Mercosul.

FOTO: Coluna do Estadão

O suplente. Para assumir a Presidência, Bolsonaro precisará renunciar ao mandato de deputado, que só se encerra em fevereiro. Em seu lugar, assumirá Zé Augusto Nalin (DEM).

Recuperação. Bolsonaro está em licença médica até 1.º de dezembro. Como é para tratamento de saúde, segue recebendo normalmente o salário.

Bolsa de apostas. O nome de Gustavo Marin, ex-Citibank, começou a circular como cotado para a presidência do BB. Bolsonaro exige que seja alguém de fora do quadro do banco.

PRONTO,FALEI! 

Ministro Carlos Marun Ilustração: Kleber Sales/Estadão

“Todos imaginavam, inclusive eu, que seríamos a Geni desta eleição. E no fim venceu um candidato que não nos atirou pedras”, DO MINISTRO CARLOS MARUN, sobre Bolsonaro poupar Temer e atacar o PT na campanha.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA 

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