Onyx costura nome do DEM para o Senado

Onyx costura nome do DEM para o Senado

Coluna do Estadão

22 Novembro 2018 | 05h30

Apesar do discurso de que Jair Bolsonaro se manterá fora das disputas pelos comandos no Congresso, o entorno do presidente eleito começa a trabalhar para fazer Davi Alcolumbre (DEM-AP) presidente do Senado. Cogitou-se escalar um dos quatro recém-eleitos do PSL para concorrer à cadeira. Porém, avaliou-se haver a necessidade de ser alguém conhecido pela Casa e com experiência para fazer frente a Renan Calheiros (MDB-AL). A ideia de lançar um nome do DEM foi avalizada pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Como se não bastasse. Se o movimento se firmar, será mais uma pedra no sapato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que quer se reeleger presidente da Câmara, mas já enfrenta a ciumeira de outros partidos, ainda sem ministério na Esplanada de Bolsonaro.

Contando votos. A eventual candidatura de Alcolumbre ainda tem pouca adesão de colegas. Diferentemente da Câmara, onde o PSL tem 10% dos 513 deputados, no Senado, a sigla conta com 4% dos 81 senadores.

Tem chance. A avaliação é de que o democrata pode ganhar força a depender da disposição de Bolsonaro de trabalhar a favor dele e contra Renan Calheiros.

Tô fora. Possível candidato da oposição no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) enfrenta contratempos com a debandada tucana no Ceará. Candidato derrotado ao governo do Estado, o general Theophilo pediu desfiliação do PSDB.

Não conte comigo. Na mesma reunião, o presidente do PSDB no Ceará, Francini Guedes, avisou que renuncia ao posto alegando problemas de saúde. Assume o bastão Raimundo Matos, que não quer fazer oposição a Bolsonaro.

Apagar das luzes. Líderes partidários alinhados ao governo Dilma planejam votar na terça-feira, em comissão, uma reforma que cria mais burocracia, desagrada ao agronegócio e aumenta o custo Brasil: um novo código comercial.

DNA. A iniciativa tem o dedo direto de Renan Calheiros e de Vicente Cândido (SP), ou seja, da velha-guarda do MDB e da ala do PT de José Dirceu.

Começou. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), publica hoje decreto dando início à transição para a gestão João Doria (PSDB), que poderá indicar até dois assessores remunerados por secretaria.

Nova sede. Vice-governador eleito, Rodrigo Garcia (DEM) acertou que o trabalho será feito em escritório da Caixa, na Paulista.

Após incidente. Vereadores do PT em SP aprovaram a convocação do secretário de Obras, Victor Aly, para explicar sobre os 198 viadutos e pontes da cidade.

CLICK. Estudantes de Direito pediram para tirar selfies com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ontem, no intervalo da sessão do Supremo Tribunal Federal.

Foto: Rafael Moraes Moura/Estadão

He’s back. Isolado das decisões da cúpula do PT, Fernando Haddad quer viajar a Brasília uma vez por mês para se alinhar à bancada petista no Congresso.

Quites. Ao receber as desculpas do ministro Caio Vieira pelas declarações de Admilson Moreira, exonerado ontem, Ronaldo Nogueira retirou pedido para convocá-lo na Comissão de Trabalho da Câmara.

De farda. Temer tem três agendas militares dia 13 de dezembro com marinheiros e oficiais-generais.

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer, presidente da República; por Kleber Sales.

PRONTO, FALEI!

Presidente do Senado, Eunício Oliveira. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Em um primeiro momento, criou-se um clima que talvez não fosse o adequado, assoprado por quem deseja intriga. Mas tive excelente impressão e passei não só a respeitar o ministro Paulo Guedes, como a admirá-lo pela postura”, DO PRESIDENTE DO SENADO, EUNÍCIO OLIVEIRA. 

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) E REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. COLABORARAM TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA

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