Onyx admite erros e diz que governo vai escrever história com Congresso

Onyx admite erros e diz que governo vai escrever história com Congresso

Naira Trindade, Camila Turtelli e Juliana Braga

03 de abril de 2019 | 19h41

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Foto: Dida Sampaio

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi recebido com aplausos, torresmos e goiabada por deputados que participavam de um almoço nesta quarta-feira em Brasília. No encontro, ele admitiu erros, enfatizou que o governo quer abrir o diálogo e disse que a história será escrita com a Câmara e com o Senado.

Ex-vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (MDB-MG), conhecido por promover banquetes fartos entre os políticos, promoveu o encontro em seu apartamento funcional. Havia cerca de 40 deputados de diferentes partidos. Ao final, Lorenzoni fez um pequeno discurso pregando a paz entre os poderes que, desde o início do ano, protagonizam embates. “A ideia é que a gente construa uma relação”, disse Lorenzoni para os presentes, enquanto alguns ainda comiam.

Veja o vídeo:

“A gente só quer uma coisa: conversar com respeito”, disse Onyx. “Nós não ganhamos uma folha em branco para escrever, não. A gente tem o respaldo da sociedade, que nos deu uma vitória, mas ela vai ser escrita com a Câmara e com o Senado”, frisou, enquanto alguns ainda terminavam o almoço.

Ainda no discurso, o ministro admitiu que o governo está passando por ajustes. “Mas a semana passada foi de pacificação. Nós vamos receber os partidos”, ponderou. “As portas estarão abertas e nós vamos ter sim uma relação de muito respeito e de muita valorização”, afirmou. “Temos nossos erros como todo ser humano”. O ministro disse que o “próprio capitão” (Jair Bolsonaro) sabe que são necessários ajustes.

Ramalho convidou parlamentares de diversos partidos. Muitos novatos do PSL, como o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) e o relator da Nova Previdência na CCJ, Marcelo Freitas (PSL-MG) participaram do encontro. Esses dois deixaram o evento antes do ministro, apressados para não se atrasarem para a reunião da comissão que recebe nesta tarde o chefe da equipe econômica, Paulo Guedes.

Líderes partidários e coordenadores de bancada também dividiram a mesa de Ramalho, como Elmar Nascimento (DEM-BA), José Rocha (PR-BA) e Neri Geller (PP-MT). “Me perguntaram como é que o Fabinho (Ramalho) consegue (reunir tanta gente). Eu disse: o Fabinho é um querido”, declarou. Em uma conversa amistosa, Lorenzoni lembrou que, apesar de estar no primeiro escalão, é um parlamentar. Ele está em seu quinto mandato na Câmara. (Naira Trindade, Camila Turtelli e Juliana Braga)