Onda pela renovação ainda em alta, indica pesquisa

Onda pela renovação ainda em alta, indica pesquisa

Coluna do Estadão

16 de setembro de 2020 | 05h00

Foto: Werther Santana/Estadão

A dois meses do primeiro turno das eleições, partidos tentam se balizar em um cenário de incertezas. Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a escola de formação do RenovaBR, indica um caminho: oito em cada dez brasileiros ainda sentem a necessidade de renovação política no País. Para eles, as mudanças têm de surgir a partir da participação do povo no processo. “Mostra o descontentamento com a política, mas, ao mesmo tempo, aponta para a esperança de que as coisas se resolvam por meio dela”, diz Eduardo Mufarej.

Ação. Segundo Mufarej, fundador do RenovaBR, a pesquisa indica que “a rejeição não é à democracia em si, mas aos atuais políticos”. A escola do movimento contou 1.820 alunos, de diferentes regiões e colorações políticas, em cursos de preparação para a disputa.

Meta. “Formar cada vez mais cidadãos preparados para assumir cargos eletivos de forma a entender e representar melhor os eleitores”, diz o empresário sobre os cursos do RenovaBR.

Dados. A pesquisa foi realizada com 2,5 mil brasileiros em 72 municípios entre os meses de julho e agosto.

Efeito Tabata? Segundo a pesquisa, 20% dos entrevistados disseram conhecer o RenovaBR, fundado em 2017. O movimento era conhecido apenas por 0,2% da população em 2018.

Conta… Tucanos andam dizendo que a candidatura de Celso Russomanno tem por objetivo apenas bater no PSDB de Bruno Covas e de João Doria. Não é verdade. Primeiro porque o candidato do Republicanos aparece bem posicionado em todas as pesquisas.

…outra, PSDB. Depois, porque o real objetivo do Republicanos, com apoio do Planalto, é ganhar a Prefeitura e instalar um QG para Jair Bolsonaro e para a direita brasileira na capital e comandar o terceiro maior orçamento do País.

Precaução. O discurso de Bolsonaro na abertura virtual da Assembleia-Geral da ONU, na próxima terça-feira (22), não será realizado ao vivo. A própria organização do evento pediu que ele seja gravado para evitar problemas técnicos.

Surpresa. Aliás, Bolsonaro já deveria ter feito a gravação, mas resolveu adiá-la porque quer alterar o discurso que foi escrito para ele pelo Itamaraty e pela assessoria internacional da Presidência. Ele pode gravar ainda hoje e deve enfatizar as ações do governo na Amazônia.

CLICK. Rogério Marinho foi a Campo Grande (MS) anunciar a ajuda federal para o combate aos incêndios no Pantanal. Na foto, ele conversa com a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

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Destino. O governo de Mato Grosso do Sul usará a maior parte dos R$ 3,8 milhões repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para o combate aos incêndios no Pantanal com o transporte de tropas para locais de difícil acesso e para abastecer aviões.

Operação resgate. O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do Estado criou uma unidade móvel, ao estilo do Samu, com equipamentos e médicos veterinários, para atuar in loco e agilizar o resgate e tratamento de animais vítimas dos incêndios.

De olho. O Senado instala hoje a comissão externa para acompanhar as ações de enfrentamento dos incêndios no Pantanal. O objetivo é que os senadores da região possam participar com os governos e municípios na busca de soluções.

De olho 2.  A Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional promove hoje debate sobre como otimizar as estratégias para combater os incêndios que castigam o Pantanal. O coordenador do colegiado, deputado Rodrigo Agostinho (PSB/SP), convidou especialistas em controle, prevenção e manejo integrado do fogo.

Atravessou o samba. Escolas de samba do Rio temem perder definitivamente um aliado que garantiu verbas aos desfiles: Wilson Witzel. Com a pandemia e o menosprezo de Marcelo Crivella, o cenário fica ainda mais difícil com o afastamento do governador.

SINAIS PARTICULARES.
Wilson Witzel, governador afastado do Rio de Janeiro

Ilustração: Kleber Sales

BOMBOU NAS REDES! 

Flávio Dino. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Flávio Dino, governador do Maranhão (PCdoB): “Essa trapalhada com o Renda Brasil e o Bolsa Família não pode ser imputada exclusivamente a Guedes e sua equipe. O problema é a falta de programa de governo e de comando administrativo. Estamos vivendo um exotismo: o presidencialismo sem presidente.”

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E RAFAEL MORAES MOURA. 

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