Oficiais querem efetivar Silva e Luna na Defesa

Oficiais querem efetivar Silva e Luna na Defesa

Luiza Pollo

03 Março 2018 | 05h30

General Silva Luna. Foto Andre Duseck

Oficiais das Forças Armadas deflagraram um movimento discreto para convencer Michel Temer a efetivar o general Joaquim Silva e Luna no Ministério da Defesa. Embora tenha sido acertado que ele ocuparia o cargo interinamente, a avaliação é de que trocá-lo neste momento seria ceder às pressões de quem considerou um erro nomear um militar e não um civil para a pasta. O que fragilizaria o general. É consenso entre eles que um militar no comando da Defesa não deve ser a regra, mas também não pode ser considerado uma excrescência.

Não é jabuticaba. Como argumento, militares dizem que os EUA, a maior democracia do mundo, por exemplo, agora tem um secretário de Defesa que é um general fuzileiro naval.

Falsa polêmica. Para evitar uma crise com os militares, ministros de Temer foram instruídos a dizer que o general Silva e Luna não foi e não será efetivado como ministro, portanto é um erro se falar em troca no Ministério da Defesa.

Volta pras origens. Os interlocutores de Temer avisam que, quando o ministro de fato for nomeado, o general Silva e Luna voltará a ocupar a secretaria-geral da pasta, cargo que exerceu nos últimos dois anos.

Na mira. Fernando Segovia culpa o ministro da Justiça, Torquato Jardim, por sua demissão da diretoria-geral da PF. Os dois se reencontraram ontem, na cerimônia de posse do novo diretor, Rogério Galloro.

Sinais Particulares: Rogério Galloro, novo diretor-geral da Polícia Federal; por Kleber Sales

Eu veto. Pré-candidato ao governo de SP, Márcio França é contra a candidatura de Joaquim Barbosa ao Planalto pelo PSB. Ele diz que o ex-ministro do Supremo “ainda não está preparado para a disputa”.

Livres. França defende que o PSB fique neutro na corrida presidencial, o que não o impede de subir no palanque de Geraldo Alckmin ou de quem estiver melhor nas pesquisas.

Réplica. Candidato do PSB ao governo de Minas, Marcio Lacerda diz que o prefeito Ruy Muniz só vai concorrer ao Senado se sair da sigla e por outra chapa que não a sua. E diz que o deputado Julio Delgado “faz barulho por nada” quando tenta insinuar o contrário.

Sem convite. Deputados federais mineiros criticaram o presidenciável Geraldo Alckmin no grupo de WhatsApp do PSDB por não ter avisado de sua agenda no Estado. Alegaram que souberam pelos jornais da presença do tucano por lá.

É para já. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, decidiu fazer a distribuição das comissões permanentes nas próximas duas semanas e não vai mais esperar a janela partidária de abril, que resultará em nova configuração das bancadas. Assim, a partilha será feita com base na bancada de 2017.

CLICK. Impedida pela Justiça de assumir o Ministério do Trabalho, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) postou foto ao lado de cartaz sobre “crimes de ódio”.

Imagem Instagram

Degola. Ao condenar os senadores Ivo Cassol (PP-RO) por fraude em licitações, Acir Gurgaz (PDT-RO) por crime contra o sistema financeiro e Nilton Capixaba (PTB) por corrupção passiva, o Supremo retirou da disputa eleitoral os maiores caciques políticos de Rondônia.

Tô fora. Teotônio Vilela desistiu de disputar o Senado por Alagoas. A saída dele ajuda na reeleição de Renan Calheiros (MDB).

PRONTO, FALEI!

Divulgação

“O TSE deve deixar de se preocupar com miudezas e focar nas grandes fraudes”, DO EX-MINISTRO DO TSE E EX-CORREGEDOR DO CNJ, GILSON DIPP, sobre a demora da Corte em julgar perda de mandato de 11 deputados de Sergipe.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU DAIENE CARDOSO

Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão