Oficiais da Abin dizem que governo foi alertado de greve

Oficiais da Abin dizem que governo foi alertado de greve

Coluna do Estadão

01 Junho 2018 | 05h30

Ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, a quem a Abin é subordinada. Foto: Palácio do Planalto

Servidores da Abin devolvem as críticas de que a instituição não alertou o Planalto das consequências da greve dos caminhoneiros. Dizem que os relatórios apontaram, até mesmo, risco de desabastecimento, mas cabe ao governo decidir o que fazer com as informações. Treinados para não reagir, os oficiais de inteligência preferem não rebater oficialmente. O presidente da Associação dos Servidores da Agência Brasileira de Inteligência, Carlos Estrella, diz que a entidade se divide sobre divulgar ou não uma nota. “Não é agradável (ser criticado). Temos consciência do trabalho que fizemos.”

Tá registrado. A agenda do ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, não registra nenhuma reunião com o diretor-geral da Abin, Janér Tesch, durante a greve dos caminhoneiros. O último encontro anotado foi dia 15 de maio, seis dias antes do início da manifestação.

Com a palavra. O GSI diz que o ministro tem despachos diários com os seus assessores diretos, inclusive com o chefe da Abin. “Quando se trata de assuntos específicos, são definidos horários na agenda para os seus assessores”, diz.

Pé de guerra. O clima entre o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) anda ruim por causa do atraso na liberação de emendas de 2017.

Cheque especial. Aliás, Marun pediu aos ministros do Turismo, Esporte e Saúde a liberação de R$ 50 milhões em emendas para distribuir. Ele tem reclamado de passar constrangimento nas votações já que, sem orçamento, não consegue atender os deputados.

Pressão… Empenhado em eleger governadores do MDB, Temer tem pedido à sua equipe apoio a candidatos da legenda nos Estados.

… às claras. A aliados, o ministro Alexandre Baldy (Cidades), confidenciou ter sofrido pressão do governo para apoiar Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás em troca de lançar sua mulher, Luana, ao Senado.

Sob censura. A segurança do CNJ recebeu orientação para não deixar ninguém sair do plenário ao final da sessão antes de Cármen Lúcia. Assim, ela evita assédio de lobistas e repórteres.

Sinais Particulares: Carmen Lúcia, presidente do Supremo; por Kleber Sales

No bolso. Os prejuízos causados pela greve dos caminhoneiros para o setor farmacêutico já chegam a R$ 500 milhões. O cálculo é do presidente da Farma Brasil, Reginaldo Arcuri, que representa 12 laboratórios nacionais que faturaram no ano passado R$ 17 bilhões.

É grave. O efeito é cascata. Sem receber, as empresas não pagam tributos. A maior preocupação, contudo, é com a possibilidade de faltar insumos para fabricação de remédios.

CLICK. O ministro Carlos Marun (Governo) gravou um vídeo de dentro do jatinho da FAB, no domingo, para dizer que a greve dos caminhoneiros estava perto do fim.

Libera tudo! A ministra Grace Mendonça, da AGU, enviou ao Supremo parecer favorável as vaquejadas. A manifestação contraria posição do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que foi pela derrubada da emenda constitucional.

No vermelho. O secretário-adjunto da Casa Civil do governo Márcio França, Claudio Valverde, responde a duas ações por falta de pagamento de tributos movidas pela prefeitura de São Vicente, que somam R$ 6.630.

É a vida. “Como todo brasileiro, enfrento dificuldades e estou escolhendo as contas para pagar. Vou tentar pagar o mais rápido possível”, diz o secretário. Como chefe da Casa Civil, ele recebeu por mês R$ 15.234,22.

PRONTO, FALEI!  

Foto: Ed Ferreira/Agência Estado

“Quem viu a presidência de José Sarney sabia o que seria a de Michel Temer. Uma pena que o Brasil tenha que passar por isso de novo”, DO GOVERNADOR DO MARANHÃO, FLÁVIO DINO, que faz oposição a Sarney.

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COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE