OAS assina termo de confidencialidade na Operação Lava Jato

Andreza Matais e Fábio Fabrini

19 de agosto de 2016 | 22h43


lava jato

A OAS assinou com investigadores da Operação Lava Jato um termo de confidencialidade que permite, a partir de agora, negociar formalmente a delação premiada de seus executivos. Quem acompanha as tratativas diz que a colaboração da empreiteira, no entanto, ainda está longe de ser fechada, mais distante que a da Odebrecht.

É grande a expectativa sobre os depoimentos de empreiteiros da OAS, pois a empresa poderá dar mais detalhes sobre o suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema de corrupção investigado na Lava Jato.

Conforme as investigações já em curso, a empreiteira pagou reformas do sítio em Atibaia usado pela família de Lula e do tríplex no Guarujá que estaria reservado para o ex-presidente. Também bancou a guarda, em contêineres, de objetos levados pelo petista do Palácio do Planalto quando deixou a Presidência da República, no início de 2011. A OAS foi uma das construtoras que pagaram por palestras do ex-presidente no exterior. Além dos fatos já conhecidos, a empreiteira também trouxe novas informações mais fortes contra o ex-presidente.

A Lava Jato suspeita de que as benesses tenham sido trocadas por negócios no governo federal e por favores perante os governos de outros países.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.