‘O PT planejou inchar o Estado’, critica Doria

‘O PT planejou inchar o Estado’, critica Doria

Coluna do Estadão

06 Agosto 2017 | 05h30

SINAIS PARTICULARES – JOÃO DORIA
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALES

No meio do processo de desestatização em São Paulo, o prefeito João Doria acha que o aparelho do Estado é grande demais no Brasil. Ele critica o PT, dizendo que os 13 anos de administração do partido no País “incharam a máquina pública”. “Não tenho dúvidas que isso foi mais do que deliberado. Foi planejado. O Estado tem de ser menor para ser eficiente, produtivo e menos suscetível à corrupção”, afirma. Doria acredita que o resultado do programa paulistano poderá influenciar outras cidades a enxugar suas máquinas administrativas.

Posições. O prefeito reconhece que o PT tenta aproveitar a discussão das reformas para, “erradamente, defender o estatismo”. “Em 2006, fizeram isso na eleição e os defensores do Estado menor ficaram inibidos. Deu no que deu.”

Impacto. Doria acredita que a melhora no cenário político deve refletir na recuperação da economia. Mas acha que o ideal seria não mexer na meta fiscal. “Mas precisa ver se isso é possível”, avalia.

Clareza. Para o prefeito, se houver mudança, “ela precisa ser bem discutida e bem comunicada”. “Muitas vezes, boas ideias, mal comunicadas, se tornam péssimas ideias”, diz.

Vai ter mais. O movimento dos cabeças-pretas do PSDB acha que sobreviveu bem ao seu primeiro grande teste político, enfrentando o Planalto na denúncia contra Michel Temer.

Yes, we can. Um de seus integrantes lembrou que, apesar de toda a sua mobilização para derrubar a denúncia, o governo só conseguiu trazer dois ministros tucanos para votar no lugar dos membros do grupo e convenceu outros três deputados a se ausentar. O PSDB acabou dando 21 votos contra Temer.

Falhou… Antes de iniciar sua entrevista ao Estado, em seu gabinete, no Palácio do Planalto, diante da dúvida sobre o funcionamento do equipamento misturador de vozes, Temer propôs: “Vamos fazer um teste?”. Testados os gravadores, tudo normal. “Funcionou, né? Mau sinal…”, constatou o presidente.

Me tira dessa. Delatado pelo ex-governador de Mato Grosso Silval Barboza, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, conversou sobre o assunto com o presidente Michel Temer e afirmou estar tranquilo em relação às denúncias.

Veja bem. Para Blairo Maggi, seu nome foi incluído na delação para que o processo saísse da esfera local e pulasse para o STF.

Te entendo, amigo. Recém-absolvido pela Câmara, Temer vai viajar dia 11 com Blairo para Lucas do Rio Verde (MT).

CLICK. Os ministros Marx Beltrão e Maurício Quintella (Turismo e Transportes) inauguram trecho da BR-101, em Alagoas. Os dois podem se enfrentar em 2018.

Foto: Facebook Maurício Quintella

 

Bancada jovem. Sem idade para poder concorrer a uma cadeira no Senado em 2018, a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) está indecisa se volta à Câmara ou se disputa o governo de Rondônia nas eleições do próximo ano. Para o Senado, precisaria ter 35 anos e só tem 32.

Reta final. Caminha para o desfecho o acordo entre a AGU e associações dos correntistas que vai devolver as perdas das poupanças dos Planos Collor e Sarney. As negociações estão na reta final e o acordo deve fechar em R$ 12 bilhões.

 

A SEMANA

SEGUNDA-FEIRA, 7

Em São Paulo, o presidente Temer se reúne com Doria

Michel Temer vai assinar o termo de construção de um parque no Campo de Marte ao lado do prefeito João Doria.

QUARTA-FEIRA, 9

No Congresso, será lido relatório sobre a criação da TLP

Comissão fará a leitura do relatório do deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) que cria a nova Taxa de Longo Prazo (TLP)

 

 

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