‘O campeão voltou’, diz ministro do Supremo

‘O campeão voltou’, diz ministro do Supremo

Coluna do Estadão

29 Junho 2018 | 05h30

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

A soltura de José Dirceu é considerada a “cereja no bolo” por ministros da 2.ª Turma do Supremo, mas ainda haverá um grand finale. “Aspetta il baritono!!!”, avisa um deles, com cadeira na 2.ª Turma. Em tradução livre: “Ah, tão me achando ruim, né? Esperem o barítono”. Além de “rever” a prisão após segunda instância no caso de Dirceu, nos últimos dias o Supremo acabou com a condução coercitiva e rejeitou denúncia com base em delação. Um magistrado resume a semana do seu ponto de vista: “As coisas vão voltar para os eixos. O campeão voltou”.

Protagonistas. Grande parte das decisões do Supremo afetou a Lava Jato. Elas ocorreram graças ao alinhamento dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski na Segunda Turma.

Em breve. Quem acompanha os movimentos do trio diz que ele volta a atuar com força em meados de setembro, quando Toffoli assume a presidência da Corte. Até lá, diz um ministro, Lula não será solto.

Virou moda. Advogados querem introduzir o VAR , como na Copa, nas sessões do Supremo. “Eles votam e nós pedimos para mostrar na TV a Constituição”, alfineta o criminalista Kakay.

Plano B. Jair Bolsonaro (PSL) já trabalha com uma segunda opção caso o PR não libere o senador Magno Malta para compor sua chapa. Entra no radar o general Augusto Heleno (PRP), de quem foi cadete.

Qualidades. Ao defender a hipótese de Aldo Rebelo (Solidariedade) ser seu vice, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) justificou que o ex-ministro é do Nordeste e tem apoio de militares e centrais sindicais.

Caos tucano. Tucanos repudiaram a possibilidade pelo grupo de WhatsApp da bancada na Câmara. “Um vice comunista?”, questionou Fábio Sousa, em referência ao antigo partido de Aldo Rebelo. “Isso só pode ser intriga da oposição”, concluiu Nilson Leitão.

Classe econômica. Marina Silva reclamou com aliados que tem viajado em horários ruins para pagar voos mais baratos. A equipe dela já cogitou voar durante o jogo do Brasil. Ouviu que não precisava exagerar.

SINAIS PARTICULARES. Marina Silva, pré-candidata da Rede ao Planalto; por Kleber Sales

Nas asas do erário. Os dois funcionários do governo que mais gastaram com viagens nacionais em 2018 foram os ministros da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e do Trabalho, Helton Yomura.

A conta. O primeiro gastou R$ 87 mil e, o segundo, R$ 66 mil com diárias e passagens. Os dados foram compilados pela CGU.

Com a palavra. O Ministério do Trabalho afirmou que Yomura viajou para defender a reforma trabalhista. A assessoria de Sá Leitão disse que ele opta por voos comerciais, evitando usar FAB.

CLICK. Yeda Crusius, do PSDB Mulher, fez questão de frisar no grupo de WhatsApp de deputados da sigla que não autorizou o vídeo de campanha que ataca Bolsonaro.

Sem pressa. O resultado da pesquisa Ibope de ontem baixou a temperatura daqueles que, no PT, pressionam por um plano B a Lula. Com todos os candidatos estagnados, a avaliação é de que o partido não perde nada em aguardar até a candidatura dele ser julgada pela Justiça Eleitoral.

Nada de estancar. Interlocutores de Michel Temer não gostaram do pedido de prorrogação do Inquérito dos Portos. Acham que isso fará a “sangria” se arrastar.

PRONTO, FALEI!

“Nada mal para um patinho feio, que resolveu assustar as raposas da velha política”, DO PRESIDENCIÁVEL JAIR BOLSONARO (PSL), sobre a pesquisa Ibope/CNI que o mostrou com 17% no cenário sem Lula.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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