Núcleo Bolsonaro quer enquadrar rápido o vice

Núcleo Bolsonaro quer enquadrar rápido o vice

Coluna do Estadão

31 de janeiro de 2019 | 05h00

Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão durante evento da Marinha. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO – 9/1/2019

Os mais ansiosos no núcleo familiar do governo acham que Jair Bolsonaro tem de agir rápido e enquadrar o general Hamilton Mourão, que anda falando demais na opinião do próprio presidente. Os mais prudentes, porém, acham que isso só deve ser feito quando o ex-capitão estiver recuperado de sua mais recente cirurgia, com o risco de recaída ou de novas complicações médicas completamente afastado. Para esse grupo, não convém brigar com o vice enquanto houver qualquer possibilidade de ele assumir a Presidência por longo período.

Quem ri por último. A turma da prudência sabe do que está falando. Nos dois casos mais recentes de vices enquadrados por presidentes, Itamar Franco e Michel Temer levaram a melhor sobre Fernando Collor e Dilma Rousseff.

Restrição. Jair Bolsonaro apresentava quadro de baixa imunidade ontem e as visitas ao presidente foram limitadas pela equipe do hospital Albert Einstein.

Fechou. Pelo arranjo até agora definido na Câmara, o MDB deve ficar com a Comissão de Minas e Energia em troca do apoio a Rodrigo Maia (DEM) na eleição para presidente da Casa.

Duas canoas. Os caciques do MDB, acostumados a resolverem eles mesmos assuntos internos do partido, ficaram especialmente irritados com telefonemas que receberam de senadores do PSDB pedindo voto para Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pela presidência do Senado.

Correndo por fora. A deputada Soraya Santos (PR-RJ) está apostando nos desafetos acumulados pelo colega Giacobo (PR-PR), candidato à reeleição à Primeira-Secretaria da Câmara. Para desbancá-lo, tem feito campanha entre os novatos que ficaram insatisfeitos com a distribuição de gabinetes.

Novo líder. O comentarista esportivo e ex-vereador de Goiânia Jorge Kajuru migrou do PRP para o PSB. Apesar de ser senador de primeira viagem, ocupará posto de destaque, a liderança do partido na Casa.

E aí? Gilberto Kassab quis saber o que a bancada do PSD pensa da disputa no Senado. Renan estava em viés de baixa ontem.

SINAIS PARTICULARES

Antônio Hamilton Mourão, vice-presidente da República, por Kleber Sales/ESTADÃO

Fio da meada. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, fará pente-fino na Comissão de Anistia. Chamou a atenção o número de benefícios concedidos por Lula. Foram 4,2 mil em média por ano. Sob Dilma foram 852. FHC liberou 697.

Fatura. Desde a criação da comissão, em 2001, foram autorizados R$ 9,9 bilhões em indenizações e há ainda outros R$ 7,4 bilhões a pagar. Foram analisadas 66,3 mil solicitações. Há outras 11 mil na lista, entre elas, a da própria Dilma. Para revisão, a fila é de 1,6 mil.

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O Congresso já se prepara para a posse dos parlamentares, que acontece nesta sexta-feira. Um tapete vermelho foi colocado na Chapelaria para recepcioná-los. FOTO: JULIANA BRAGA/ESTADÃO

Próxima etapa. A PF vai enviar nova leva de peritos para Brumadinho. Serão engenheiros, geólogos e biólogos para definir a causa do rompimento e a extensão do dano. Os que já estão lá trabalham em localizar e identificar vítimas.

No front. Os equipamentos de sensoriamento trazidos de Israel pelos socorristas militares que atuam em Brumadinho foram feitos para operações de guerra. São usados em áreas como a Faixa de Gaza, onde rastreiam os túneis e depósitos de armas escavados por grupos radicais palestinos.

PRONTO, FALEI!

FOTO: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Mauro Benevides Filho, deputado eleito, coordenador da campanha de Ciro Gomes: “Se for acionado para ajudar o País a retomar o crescimento, estarei pronto para ser parceiro na reforma da Previdência”, sobre encontro com equipe de Bolsonaro.

COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM RICARDO GALHARDO E ROBERTO GODOY

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