Novo ministro, Aloysio é investigado no STF por crime eleitoral

Coluna do Estadão

02 Março 2017 | 16h22

Foto: André Dusek/Estadão

Foto: André Dusek/Estadão

 

Escolhido hoje pelo presidente Michel Temer para o Ministério das Relações Exteriores, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) vai reforçar a fila de investigados do governo. Em setembro do ano passado, o ministro Celso de Mello, do STF, determinou a abertura de inquérito contra o tucano para apurar envolvimento em possível crime eleitoral de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A investigação foi aberta com base em delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa que disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Aloysio teria recebido R$ 300 mil de forma oficial e R$ 200 mil em dinheiro de caixa dois para sua campanha ao Senado em 2010. O empresário afirmou que as doações, oficiais ou não, eram pagamentos de propina para obtenção de contratos com a Petrobrás.

Aloysio diz que as acusações são “absurdas”. “É simplesmente absurda a mera suposição de que eu, oposicionista notório e intransigente aos governos do PT, pudesse favorecer negócios na Petrobrás”, afirma.

Com a palavra, a defesa do senador Aloysio Nunes:

“Esse inquérito visa a apurar suposto ilícito na prestação de contas da campanha eleitoral de 2010 do senador Aloysio Nunes, não havendo qualquer ligação com a Lava Jato, conforme já foi esclarecido pelo Procurador Geral da República. O senador está certo de que, ao final da apuração, ficará evidente a correção da sua conduta, uma vez que o próprio empresário cuja delação motivou a abertura do inquérito já declarou que não tem conhecimento do fato investigado”.

Atualizada às 19h45