Novo diretor da Abin quer estreitar relação com a imprensa e o Congresso

Novo diretor da Abin quer estreitar relação com a imprensa e o Congresso

Eliane Catanhêde

08 de maio de 2022 | 05h00

O novo diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Victor Felismino Carneiro, fez um discurso de posse, na última terça, que chamou atenção por contrastar com o espírito do governo Bolsonaro.

Ele falou em buscar três novas frentes de aproximação: com Congresso, setor privado e imprensa. Citou como exemplo a CIA e os debates em que a agência americana participa no Parlamento. Com jornalistas, disse que é preciso divulgar o que a Abin faz. “Precisamos de formação de massa crítica que compreenda nossa importância para o processo decisório nacional”, disse.

Carneiro também fez um aceno ao corpo de funcionários da agência. Chamou de “prioritária” a recomposição salarial, o concurso e a reestruturação de carreiras da Abin. Sinal de que não é só na PF que reina a insatisfação trabalhista contra Bolsonaro.

O novo diretor da Abin, Victor Felismino Carneiro (de terno). Foto: Divulgação/Exército

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