Novas regras eleitorais abrem disputa partidária

Novas regras eleitorais abrem disputa partidária

Coluna do Estadão

01 Agosto 2017 | 05h30

 

Foto: Divulgação TSE

Com o financiamento público se transformando na fonte de receita para as campanhas eleitorais, os partidos começaram a enfrentar disputas internas pelo controle da destinação dessas receitas. Informalmente, dirigentes partidários admitem que existe uma corrida política pelo comando das legendas, seja no plano nacional ou nos diretórios estaduais e municipais. A ideia desses grupos é garantir acesso aos recursos, que serão mais limitados do que no tempo das doações privadas. Pressionados, vários partidos devem antecipar suas eleições.

É o amor. Wladimir Costa, o deputado que tatuou o nome do presidente Michel Temer no ombro direito, teve mais emendas parlamentares executadas em sete meses de 2017 do que em anos anteriores.

Só subindo. De janeiro a 25 de julho de 2017, foram executados R$ 300 mil em emendas para Costa ante R$ 159,6 mil ao longo de 2016 e apenas R$ 19,9 mil em todo o ano de 2015. Os dados são do Siga Brasil, do governo federal.

Para doer no bolso. O governo quer que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avise a quem estiver disposto a faltar à sessão de votação da denúncia contra Michel Temer que vai descontar a ausência.

Oratória. A tropa de choque de Temer se dividiu para discursar em defesa do presidente, enquanto outros buscam os 342 deputados necessários para abrir o quórum da sessão.

Presente! Um dos principais aliados de Temer, Carlos Marun avisa que nem o pé enfaixado vai impedi-lo de participar da votação da denúncia. Marun fraturou o dedinho do pé ao tropeçar no sofá de casa.

CLICK. Jair Bolsonaro e seu partido, o PEN, fizeram enquete nas redes sociais para saber qual nome a sigla vai adotar para recebê-lo. Patriota foi o mais votado.

Foto: Facebook Jair Bolsonaro

Sem time. Quatro meses depois da leitura no plenário do Senado para a instalação, a CPI da BNDES segue com doze vagas em aberto (sete de titulares e cinco de suplentes). O PMDB não indicou ninguém.

Pre-pa-ra. Raquel Dodge reuniu-se com os escolhidos para integrar sua equipe para definir como vai funcionar a transição dos trabalhos na Procuradoria. Aguardam que Rodrigo Janot escale o time para repassar as atividades.

Me esquece. Aliados do senador Aécio Neves ficaram surpresos com o novo pedido de prisão apresentado contra ele pelo procurador Rodrigo Janot. Como não foi trazido fato novo, avaliam que o gesto passou a impressão de perseguição.

Estou aqui. O tucano vai aproveitar a aproximação com o presidente Michel Temer para reassumir algum protagonismo. Aécio sabe que, por causa da delação da JBS, suas perspectivas eleitorais ficaram restritas. Mas quer continuar influente no governo e dentro do PSDB.

SINAIS PARTICULARES – AÉCIO NEVES e MICHEL TEMER
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

Mais baixas. Três secretários do Ministério da Cultura, filiados ao PPS do ex-ministro Roberto Freire, também vão deixar os cargos. Adão Cândido, secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional, já entregou a carta de demissão.

No retorno. O Cade vai julgar, amanhã, a compra da Alesat pela Ipiranga. Em parecer, a Superintendência-Geral já havia recomendado a reprovação da operação. Esta é a primeira reunião com Maurício Maia, que assumiu em 12 de julho.

PRONTO, FALEI!

“A base trabalha para a continuidade do crescimento. Uma denúncia irresponsável não pode fazer o Brasil parar”, DEPUTADO DARCÍSIO PERONDI (PMDB-RS), sobre a votação da denúncia contra Temer.

 

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