Nova fase da Lava Jato é referência a empresa fundada por Eike Batista

Coluna do Estadão

22 de setembro de 2016 | 07h52

A empresa OSX, que tinha o empresáro Eike Batista como presidente do Conselho de Administração, foi alvo da Operação Arquivo X, nova fase da Lava Jato deflagrada nesta quinta-feira. O nome da operação é uma referência ao grupo do Batista. Não há mandados contra o empresário.

Em depoimento ao MPF, Eike declarou que, em 01/11/2012, recebeu pedido do então ministro Guido Mantega para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões ao PT. Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes.

Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19/04/2013 foi realizada transferência de US$ 2.350.000,00, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários. (Andreza Matais e Fábio Fabrini)

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