Nova cirurgia vai prolongar internação de Bolsonaro

Nova cirurgia vai prolongar internação de Bolsonaro

Coluna do Estadão

13 Setembro 2018 | 05h30

Jair Bolsonaro na primeira cirurgia após ser esfaqueado em evento de campanha em Juiz de Fora (MG)

Aliados do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já admitem a hipótese de ele não participar das atividades da campanha nem no segundo turno, caso passe para essa fase da disputa eleitoral. O candidato foi submetido ontem a nova cirurgia que deve esticar sua internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O efeito imediato na campanha será um cessar-fogo na artilharia contra ele por parte dos seus oponentes. Após ser esfaqueado, Bolsonaro foi poupado, mas os ataques voltaram assim que as pesquisas o colocaram na liderança com 26% das intenções de voto.

Recalculando. Opositores de Bolsonaro concluíram ontem que diante do novo quadro quem criticá-lo poderá ser visto pelo eleitorado, mesmo o que não vota no militar, como insensível.

Por etapas. As possíveis conexões de Adelio Bispo, o esfaqueador de Bolsonaro, devem ser apuradas em novo inquérito por causa da complexidade das informações. Cruzar dados de sigilo bancário é um trabalho mais demorado.

Pé lá… Integrantes do Centrão já pensam em manifestar apoio político a Ciro Gomes, hoje o candidato com mais chances de deter Bolsonaro no 2.º turno.

…e cá. Alckmin não teria prejuízos porque vários nomes do Centrão já não o apoiam nos Estados. No Nordeste, grande parte era Lula e prefere agora Ciro a seu substituto Haddad.

Só no discurso. O Instituto Ethos procurou os 35 partidos para sugerir que seus candidatos não contratem 3 mil empresas com irregularidades para trabalhar nas campanhas deste ano. Até agora, nenhuma sigla se dispôs a assinar carta de compromisso. Apenas a Rede, da presidenciável Marina Silva, mostrou interesse.

Banco de dados. O levantamento do Instituto Ethos foi feito com base em informações de dez órgãos federais, estaduais e municipais. Foram encontradas empresas que não tinham sequer o CNPJ válido na base de dados da Receita. Leva em conta empresas contratadas na disputa municipal de 2016.

Contingente. No total, 70 mil empresas prestaram serviços nas últimas eleições. A pesquisa fez um filtro em agências de publicidade, gráficas, serviços de tecnologia, postos e consultorias.

Aqui não. O ministro Dias Toffoli, que assume hoje as presidências do Supremo e do CNJ, já avisou aos colegas que não pautará temas como o aborto. Para ele, questões de costumes cabem ao Congresso.

Abacaxi. Com a determinação de Edson Fachin para que a PGR se manifeste no inquérito que relaciona Temer a propina da Odebrecht, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, terá de resolver um problema que ela mesmo criou. Dodge autorizou a investigação, mas a Constituição proíbe responsabilizar o presidente por atos anteriores ao mandato.

CLICK. A vaquinha do candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, arrecadou R$ 60 mil de 321 doadores. Até a substituição do PT, Lula tinha conseguido R$ 790 mil.

FOTO: Reprodução

 

OS VICES

SINAIS PARTICULARES: Manuela d’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT); por Kleber Sales

Venham todos. O Conselho de Administração da Caixa deve alterar hoje o estatuto para permitir que diretorias da área de controle (jurídica, auditoria e corregedoria) sejam ocupadas por servidores efetivos federais de áreas afins. Hoje, a função é privativa da Caixa.

É mito. A secretária executiva da Fazenda, Ana Paula Vescovi, nega que a medida favoreça o loteamento político. “Ao contrário, vamos buscar o melhor talento possível.” E diz que o diretor jurídico Gryecos Attom Loureiro será mantido.

PRONTO, FALEI! 

Jair Bolsonaro e Frederico d’Ávila, ambos do PSL

“Ciro Gomes é uma mistura de Jango com Dilma. Está muito aquém do general Mourão”, rebatendo o presidenciável, que chamou o vice de Bolsonaro de ‘jumento’”, de Frederico d’Avila, coordenador da campanha de Bolsonaro (PSL).

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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