Nos Estados, Centrão é Lula, Bolsonaro e Ciro

Nos Estados, Centrão é Lula, Bolsonaro e Ciro

Coluna do Estadão

05 Agosto 2018 | 05h30

A senadora Regina Sousa (PT), o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), o senador Ciro Nogueira (PP) e o deputado Marcelo Castro (MDB)

Responsável pela indicação da senadora Ana Amélia para vice de Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, liberou o partido para apoiar quem quiser na eleição presidencial. Ele mesmo já tem sua foto estampada em cartazes ao lado do ex-presidente Lula, pré-candidato do PT ao Planalto, e do governador Wellington Dias (PT), que concorre à reeleição. O presidente nacional do DEM, ACM Neto, liberou os diretórios de Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul para apoiar Alvaro Dias, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, respectivamente.

Amor livre. O PR, de Valdemar Costa Neto, apesar de fechado com Alckmin, também liberou seus candidatos nos Estados para apoiar outros nomes. Na Bahia, o candidato do DEM ao Senado, Irmão Lázaro, apoia Jair Bolsonaro.

Lógica. A traição a Alckmin faz parte da estratégia do Centrão para eleger o máximo de congressistas. Se o tucano perder a eleição, qualquer que seja o próximo presidente terá de negociar com o grupo devido a sua força congressual.

Veto. Em Brasília, o candidato do DEM ao governo, Alberto Fraga, não recebeu autorização para apoiar Bolsonaro. Ele só conseguiu aliar-se ao PSDB mediante o compromisso de dar palanque a Alckmin.

Qual a música. O jingle de Meirelles causou dor de cotovelo nos oponentes. Alckmin foi no clássico “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. A campanha do candidato do PSDB diz que o dele ainda não está pronto. “Aguardem”, diz um tucano.

Mão na massa. O presidente Temer agiu pessoalmente para evitar que o Centrão apoiasse Ciro Gomes ao Planalto. Ele chegou a telefonar para Rodrigo Maia para dizer que o pedetista iria trair os partidos do grupo. Maia nega. O Planalto informou que não vai comentar.

Carimbo. Eduardo Paes não quis Luiz Antônio Teixeira (PP) de vice na sua chapa ao governo do Rio. Ex-secretário de Saúde de Luiz Fernando Pezão, Teixeira atrapalha os planos do ex-prefeito de se distanciar de Sérgio Cabral.

Deu ruim. O MP-SP pediu ressarcimento de R$ 1,3 milhão de convênio entre o Serviço Funerário do Município e a PUC-SP.

Lupa. O acordo, para melhorar o atendimento no Cemitério da Consolação e catalogar as obras de arte, foi firmado na gestão do petista Fernando Haddad, na Secretaria do ex-deputado estadual Simão Pedro (PT).

Com a palavra. A PUC disse que a acusação é baseada em lei que não se aplica a convênios com municípios. A Prefeitura disse que tomará as medidas cabíveis. Pedro negou irregularidades e disse que não foi ouvido.

CLICK. O presidente do MDB-RO, Tomás Correia, deu um tapa no ex-chefe da Casa Civil de Confúcio Moura, Emerson Castro, na convenção. Procurado, Correia não atendeu.

Divisão de tarefas. Paulo Rabello de Castro vai rodar Minas Gerais e Mato Grosso pedindo votos para o presidenciável do Podemos, Alvaro Dias. Ele compõe a chapa como vice.

SINAIS  PARTICULARES. Paulo Rabello de Castro, vice de Alvaro Dias ao Planalto; por Kleber Sales

Passando o bastão. A transição Cármen Lúcia-Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal deve ser melhor do que há dois anos. Cármen e Ricardo Lewandowski, seu antecessor, não se bicam, mas ela se relaciona bem com Toffoli.

A SEMANA

Segunda-feira, 6

Termina o prazo para que partidos registrem chapas no TSE

Os partidos devem oficializar nomes dos candidatos a vice até 24 horas depois do prazo das convenções, em 6 agosto.

Quarta-feira, 8

STF discute inclusão de reajuste em proposta orçamentária

Os ministros do STF decidem em sessão administrativa se incluem reajuste na proposta orçamentária do ano de 2019.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadão