No Senado, Renan quer ser o candidato ‘anti-Moro’

No Senado, Renan quer ser o candidato ‘anti-Moro’

Coluna do Estadão

23 de janeiro de 2019 | 05h00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Enquanto senadores articulam uma campanha contrária a Renan Calheiros (MDB-AL) na presidência do Senado, o alagoano tenta se viabilizar como o candidato “anti-Moro”, que promete fortalecer o Congresso e blindar os colegas. Renan vai apelar para o corporativismo para montar um paredão de proteção às possíveis ações do ministro da Justiça. Para alavancar sua candidatura, o emedebista ofereceu a primeira vice-presidência do Senado ao líder do bloco opositor, senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que diz ter se recusado a compor a mesa.

Geografia. A interlocutores, Renan tem dito que entre Curitiba e Chicago fica com o segundo, em referência ao ministro da Economia, Paulo Guedes. A Coluna revelou que os dois já jantaram em Brasília. Renan tem se posicionado a favor da reforma do INSS.

Estratégia. O bloco liderado por Cid Gomes volta a se reunir na sexta-feira para definir sua atuação diante da eleição da Mesa. Ele tem defendido a distribuição dos cargos começando pelas comissões e, só ao final, o candidato à presidência e os cargos Mesa.

No detalhe. Na sexta, o grupo concluirá o manifesto. Uma das sugestões, do senador eleito Angelo Coronel (PSD-BA), é a criação de vice-ministérios. A ideia é que para cada pasta exista um senador setorista, que se especialize nos assuntos, fiscalize o ministro e contribua com projetos.

Quem não tem cão… Os militares, que já haviam proposto uma equiparação salarial com outras carreiras do Executivo para compensar as mudanças na Previdência, agora sugerem benefícios, diante da resistência da equipe econômica.

…caça com gato. Em minuta de decreto feita no ano passado, preveem o retorno do auxílio-moradia e da possibilidade de acumular gratificações por especialização, extintas por uma medida provisória no governo FHC. Argumentam não terem FGTS ou hora extra, como outros trabalhadores.

No debate. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) pediu audiência com Bolsonaro para mostrar sua proposta de reforma da Previdência. Mas, até o momento não teve retorno.

Gente nova. Chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação da Secretaria da Receita Federal do Brasil em Porto Alegre, Ana Amélia Olczewski vai assumir a diretoria de inteligência do Coaf. O órgão está em evidência desde que identificou movimentações atípicas na conta de Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

Blindagem. O governo já articula com sua base aliada para preencher logo no início da legislatura as cinco vagas de CPIs na Câmara. Com isso, impede que a oposição emplaque alguma investigação.

CLICK. Aécio Neves (PSDB-MG) vai herdar o gabinete de Marco Maia (PT-RS) na Câmara, um dos maiores da Casa. Ele pediu para incorporar um banheiro e uma copa.

Naira Trindade/Estadão

De volta… Ex-secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa que chegou a ser cotado para assumir a pasta no governo Bolsonaro, decidiu ir para a iniciativa privada.

…ao ninho. Assumirá a presidência da Associação dos Grandes Consumidores de Energia. Hoje, volta à pasta para se reunir com o ministro Bento Albuquerque.

Boca fechada. Em Davos, em 2014, Dilma Rousseff falou por mais de meia hora. Michel Temer discursou por 20 minutos em 2018. Bolsonaro se limitou a seis.

SINAIS PARTICULARES – A SÉRIE

DISPUTA NA CÂMARA

Rodrigo Maia, pré-candidato à  presidência da Câmara (DEM-RJ), por Kleber Sales.

PRONTO, FALEI!

Carlos Rittl. Divulgação/Observatório do Clima

“Belos discursos não vão salvar o Brasil da perda de mercados se o desmatamento continuar a subir”, DE CARLOS RITTL, SECRETÁRIO-EXECUTIVO DO OBSERVATÓRIO DO CLIMA, sobre a fala de Jair Bolsonaro no Fórum de Davos.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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