Nº 2 do Trabalho aponta aparelhamento na pasta

Nº 2 do Trabalho aponta aparelhamento na pasta

Coluna do Estadão

17 Novembro 2018 | 05h30

Divulgação/ Ministério do Trabalho

Um áudio enviado pelo secretário executivo do Ministério do Trabalho, Admilson Moreira, a um grupo de WhatsApp de auditores fiscais abriu nova crise na Esplanada dos Ministérios. A gravação aponta aparelhamento da máquina pública por partidos que comandaram a pasta, como PT, PDT, Solidariedade, PTB, além da Força Sindical e da bancada evangélica. Em reação, o ex-ministro Ronaldo Nogueira quer convocar o atual, Caio Vieira de Mello, a explicar as declarações do seu subordinado na Comissão do Trabalho da Câmara.

Culpa dele. No áudio, Admilson Moreira afirma que precisa participar da transição para poder defender a manutenção do ministério. Ele acusa o coordenador de assuntos jurídicos de Bolsonaro, Pablo Tatim, de querer “fatiar” a pasta.

Com a palavra. Procurado, o secretário diz se tratar de gravação “de interesse privado” e que apenas relatou fatos noticiados pela imprensa ao falar de aparelhamento por partidos.

Tem mais. O secretário reafirma a crítica feita a Tatim e atribui a ele a ideia de desmembrar o ministério.

Em boca fechada… A Secom da Presidência orientou às comunicações dos ministérios a se absterem de quaisquer críticas ao futuro governo nos canais oficiais. Afirma que não cabe à atual gestão falar sobre um governo eleito pelo povo.

Provinha. Com o anúncio da saída dos cubanos do Mais Médicos, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) voltou a defender a aplicação de um exame nacional, seriado, para aferir o nível desses profissionais brasileiros durante a graduação.

Nota vermelha. A entidade aplica um teste aos recém-formados. Neste ano, 40% não alcançaram a nota mínima. O exame apontou, por exemplo, que a maioria não sabia tirar pressão dos pacientes nem abordar corretamente vítimas de trânsito.

Troca de figurinhas. Em crise com a Polícia Militar, o governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), almoçou na sexta-feira com o ministro Raul Jungmann. Pediu sugestões para implementar na área de segurança pública.

Sem buracos. Ao assumir um cargo na equipe de transição de Bolsonaro, na segunda, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, passará a receber salário de R$ 16 mil. A nomeação e sua exoneração como juiz serão publicadas no mesmo dia no Diário Oficial da União.

Me leva. A delegada Erika Marena, atual superintendente da PF em Sergipe, e Flávia Blanco, diretora de secretaria da 13.ª Vara da Justiça Federal no Paraná, também serão requisitadas. Erika não terá remuneração extra na transição. Já Flávia receberá R$ 6 mil.

CLICK. Depois de temporada recolhido, Geraldo Alckmin visitou o reitor da Universidade Brasil, Fernando Costa. Foi convidado a participar de projeto sobre saúde pública.

Divulgação/Universidade Brasil

Nosso líder. A bancada evangélica na Câmara vai divulgar nota de apoio ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que passa a ser o “interlocutor” dos cerca de 180 deputados com o novo governo. Veja a: 

Documento

Estamos… Em palestra no Instituto Universitário Europeu, na Itália, Luís Roberto Barroso (STF) afirmou que, apesar da preocupação, Bolsonaro não representa “risco à democracia”.

…de olho. Barroso disse ainda que o País tem “instituições maduras” e um “Supremo que supervisiona”.

SINAIS PARTICULARES. Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal; por Kleber Sales.

PRONTO, FALEI!

“São indicações que dão tranquilidade ao mercado e segurança de que as reformas terão continuidade”, DO MINISTRO DO PLANEJAMENTO, ESTEVES COLNAGO, sobre Mansueto Almeida no Tesouro e Roberto Campos no BC.

COM NAIRA TRINDADE (editora interina) e REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E ADRIANA FERRAZ. 

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