Nelson Jobim perdeu o prazo de filiação do TSE

Nelson Jobim perdeu o prazo de filiação do TSE

Coluna do Estadão

09 Junho 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES: Nelson Jobim, ex-ministro; por Kleber Sales

O entusiasmo de um grupo do MDB em lançar o ex-ministro Nelson Jobim ao Planalto no lugar de Henrique Meirelles esbarra em um problema legal: Jobim não está filiado ao partido e o prazo para o registro foi até o dia 2 de abril. O presidente do MDB no Rio Grande do Sul, deputado Alceu Moreira, disse à Coluna que houve um “erro na remessa da ficha” ao cartório de Santa Maria (RS), que impediu a formalização do ato. Na semana passada, Jobim recorreu ao TRE para garantir a filiação. Sem legenda, ele fica impossibilitado de disputar.

Risco. Alceu Moreira diz confiar que o TRE vai aceitar o ingresso do ex-ministro por haver precedentes de outros casos parecidos que foram confirmados.

Igual. Os defensores de Jobim avaliam não haver “prejuízo do tempo” em lançá-lo a quatro meses das eleições. Acham que, pelos cargos que ocupou, será tão bem recebido pelo eleitor quanto foi Joaquim Barbosa, que chegou a 10% nas pesquisas antes de desistir.

Bagagem. Jobim foi presidente do Supremo e ministro de Lula, Dilma e FHC. O deputado Osmar Terra (MDB-RS) vai procurá-lo na semana que vem para tentar convencê-lo a disputar a vaga com Henrique Meirelles.

Sem conflito. Quem conhece Jobim, porém, diz que o ex-ministro só entraria na disputa se Henrique Meirelles desistisse.

Ação e reação. Entre as explicações no PSDB para as recentes crises nervosas do presidenciável Geraldo Alckmin, está a cobrança constante para que crie fatos políticos. Um tucano com várias eleições nas costas diz que não há nada mais irritante do que isso.

#ficaalckmin. Depois de 18 tucanos gravarem mensagens de apoio à candidatura de Alckmin, outros partidos também se dispuseram a fazer vídeos para espantar os boatos de que ele será substituído por João Doria.

Meta. O Planalto quer fechar o semestre com três projetos aprovados no Congresso: a Lei Geral de Telecomunicações, a Lei do Distrato e a Lei dos Dados. O governo quer urgência nos dois últimos para seguir da CCJ para o plenário.

Troca. Victor Sandri, que confessou em abril ter depositado US$ 1,3 milhão numa conta de Guido Mantega, registrou sua casa como bem de família, em 2016. A maioria dos juízes considera bens de família impenhoráveis. O imóvel está avaliado em R$ 13 milhões.

O amigo do sítio. Em 2007, quando era ministro da Fazenda do governo Lula, Mantega foi feito refém por criminosos que assaltaram a chácara de Victor Sandri em Ibiúna. Mantega passava o carnaval na companhia do amigo. O petista nunca fala do episódio.

CLICK. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) teve sua conta no YouTube desativada e perdeu 537 mil inscritos. Após protestos nas redes, recuperou os seguidores.

FOTO: REPRODUÇÃO TWITTER

Vai que é tua. Caberá ao novo presidente da 2.ª Turma do STF, Ricardo Lewandowski, decidir quando vai pautar a ação penal contra a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. É primeira da Lava Jato que atinge um petista na Corte.

Multiuso. Flávio Rocha (PRB) levou o jornalista Guilherme Barros para coordenar sua pré-campanha à Presidência. Barros ainda continuará como consultor da Fiesp e do grupo J&F, dos irmãos Batista.

PRONTO, FALEI! 

“É este jeito hipócrita de fazer política que nos leva ao fundo do poço. Como é possível que alguém que faz parte de nosso governo cogite em apoiar Ciro Gomes no 1° turno, que, como porta voz do retrocesso, é a negação de tudo que juntos fizemos?”, DO MINISTRO CARLOS MARUN, da articulação política, sobre a informação de que o empresário Benjamin Steinbruch, do PP,  deseja ser vice do Ciro na corrida ao Planalto. O PP ocupa cargos no governo. 

(Informe: A Coluna informou inicialmente que a frase era um recado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que nesta semana aventou a possibilidade de apoiar Ciro Gomes. O ministro Marun pediu a correção e disse que se referia ao empresário.)

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE. COLABOROU FELIPE FRAZÃO

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