Não só Bolsonaro, mas líderes evangélicos também tomam distância de Ribeiro

Não só Bolsonaro, mas líderes evangélicos também tomam distância de Ribeiro

Mariana Carneiro, Julia Lindner e Gustavo Côrtes

23 de junho de 2022 | 05h01

Políticos e líderes evangélicos desejam se distanciar de Milton Ribeiro, reverendo presbiteriano, alegando que a indicação do ex-ministro da Educação não foi deles, mas de André Mendonça, também presbiteriano e ministro da Justiça na época. A prisão de Ribeiro é assunto tóxico para Bolsonaro, que tenta vender a imagem de que faz um governo sem corrupção. Mas é também espinhoso para políticos do segmento religioso, que temem que o episódio arranhe sua imagem com o eleitorado. A leitura é de que a bancada evangélica “levou a fama”, mas não teve benefícios com Ribeiro no cargo, e agora a palavra de ordem é se descolar, usando a imagem bíblica da separação entre o joio e o trigo.

O ministro da Educação, Milton Ribeiro. Foto: Dida Sampaio/Estadão.

NARRATIVA. Políticos evangélicos afirmam que não podem silenciar, o que desagradaria a seu eleitorado, mas sim passar a imagem de que é preciso “expurgar os pecadores”. Por isso, as falas são no sentido de que os culpados têm de ser punidos.

ONDE. Líderes religiosos avaliam que o dano de imagem (e de votos) é maior em igrejas tradicionais, como as presbiterianas, batistas e metodistas, e menor no ramo pentecostal e neopentecostal, aliado de primeira hora de Bolsonaro.

PRONTO, FALEI. Milton Leite (União), presidente da Câmara Municipal de São Paulo

“Não sei de onde ele tira essas informações. Infelizmente, não correspondem aos fatos”, diz, sobre falas de Junior Bozzella de que o União romperá com Rodrigo Garcia.

CLICK. Luciano Huck, apresentador

Divulgação

Participou de painel em evento do RenovaBR, ontem, ao lado de Sâmila Monteiro, aluna do RS e que deve concorrer a deputada federal pelo Novo.

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