Não é possível falar em viés de aprovação de contas de Dilma, diz ministro

Não é possível falar em viés de aprovação de contas de Dilma, diz ministro

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Andreza Matais

20 de julho de 2016 | 11h57

TCU8 BSB DF NACIONAL 21/01/2015 TCU/PETROBRAS O ministro do TCU, Bruno Dantas durante sessao ordinaria no plenario do TCU para analisar caso no qual a Petrobras tentou impedir que o TCU enviasse informacoes sobre a rede de gasodutos Gasene, suspeito de irregularidades (superfaturamento de 1800%), a força tarefa responsavel pela Operacao Lava Jato e tambem sobre concessao da Ponte Rio-Niteroi, em Brasília. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

 

A liberação de créditos extraordinários via Medida Provisória pelo governo Dilma Rousseff não é o único motivo avaliado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no julgamento das contas da presidente afastada. O ministro Bruno Dantas explica que essa é apenas uma das 23 irregularidades apontadas. Portanto, se a corte de contas considerar que não houve ilegalidade na liberação de créditos, ainda sobrarão outros motivos que podem levar a rejeição das contas. Nesse sentido, ele afirma que não é possível se falar em viés de aprovação.  A Coluna do Estadão apurou que ao menos 18 pontos devem ser considerados irregulares.

O ministro decidiu autorizar o governo Temer a realizar esse tipo de operação em resposta a uma consulta do ministro Henrique Meirelles. Se o plenário seguir sua recomendação, será a quarta vez que o interino poderá liberar créditos por MP com aval do TCU.

 

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