Na volta, Judiciário pode abalar mundo político

Na volta, Judiciário pode abalar mundo político

Coluna do Estadão

27 de janeiro de 2019 | 05h00

Prédio do Supremo Tribunal Federal. Foto: Divulgação

O Supremo retoma suas atividades na sexta-feira com a expectativa em torno de uma série de decisões que podem abalar o meio político. Além da análise do caso Queiroz pelo ministro Marco Aurélio Mello, que deve devolver para a primeira instância investigação que envolve Flávio Bolsonaro, são aguardadas decisões sobre o destino das ações penais de Jair Bolsonaro, o encaminhamento das investigações contra Michel Temer no inquérito dos Portos e a homologação ou não da delação de Léo Pinheiro, que implica o ex-presidente Lula.

Tá ok? O ministro Luiz Fux vai decidir se tranca ou arquiva as ações em que Bolsonaro é réu por ofender a deputada Maria do Rosário (PT-RS). A Constituição proíbe que o presidente da República seja responsabilizado por atos anteriores ao mandato.

Na fila. Na volta do recesso, o Supremo também poderá decidir prorrogar por mais 60 dias as investigações contra Renan Calheiros (MDB-AL) envolvendo doações feitas pelo grupo J&F ao MDB.

Ocupa e resiste. Articulador político do governo, Carlos Manato vai “mudar” seu gabinete do Planalto para a Câmara nas terças e quartas-feiras para facilitar o corpo a corpo com os deputados. Quer despachar as emendas dos parlamentares diretamente da Câmara.

Jogo jogado. Antes de desistir da sua candidatura à presidência da Câmara, o deputado capitão Augusto (PR-SP) conversou com o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, que é do DEM, partido de Rodrigo Maia, que tenta a reeleição.

Conta de padaria. O esforço para tirar o deputado da disputa deve-se ao cálculo de que ele tiraria votos de Maia, ajudando o oposicionista Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Capitão Augusto diz que cedeu só “para ajudar Bolsonaro”.

SINAIS PARTICULARES – A SÉRIE 

DISPUTA NA CÂMARA 

SINAIS PARTICULARES: Deputado JHC (PSB-AL); pré-candidato à presidência da Câmara; por Kleber Sales

Curto e grosso. Deputado eleito pelo DEM-DF, Luis Miranda, que ajudou a organizar a viagem de deputados à China, avisa no WhatsApp: “Não atendo ligações. Somente mensagens! Bloquearei quem insistir!”, diz.

Passa…Em meio à reestruturação da comunicação do governo, o ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo) avalia não prorrogar o contrato com as agências Isobar e TV1, que vencem em março, orçado em R$ 45 milhões no último ano.

Vai devolver? Para se eleger deputado federal, Jean Willys declarou ter gasto R$ 388 mil na campanha de 2018. De acordo com o TSE, R$ 304 mil vieram de fundo partidário eleitoral, uma verba pública. O parlamentar anunciou que irá renunciar ao mandato por sofrer ameaças.

CLICK. O Tribunal Superior Eleitoral usou a conta oficial no Instagram para divulgar a campanha de biometria que brinca com o sucesso “Jennifer”, hit do verão.

INSTAGRAM/TSE

Força… O ministro da AGU, André Mendonça, não descarta entrar com ação civil pública para cobrar a reparação da Vale devido ao rompimento da barragem de Brumadinho.

…tarefa. Na tragédia em Mariana, o governo optou por negociar extrajudicialmente as compensações.

A SEMANA:

Segunda-feira, 28

Jair Bolsonaro é submetido a nova cirurgia em São Paulo

O presidente passará por procedimento para retirar a bolsa de colostomia que usa desde que foi esfaqueado, ano passado.

Sexta-feira, 1º

O Congresso retoma os trabalhos após recesso legislativo

No mesmo dia, os parlamentares tomam posse e elegem os presidentes da Câmara e do Senado e integrantes da Mesa.

COM NAIRA TRINDADE, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E TEO CURY

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